COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista: Marilena Belo é a nossa capa

E mais: Câmara celebra 80 anos do Sesc e Senac

PH

Marilena Rosa Belo formou com o saudoso Zeca Belo um casal que foi exemplo de amor e companheirismo durante a vida toda. Eles plantaram sementes de alegria na vida social de São Luís. Hoje, Marilena Rosa Belo (foto) continua na luta com os filhos e netos tocando os projetos que ele deixou, a exemplo do Condomínio Villa Borghese, no eixo Araçagi/Paço do Lumiar. E é destaque da edição deste fim de semana do PH Revista

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Portugal e nova regra de visto

Causou grande expectativa entre os maranhenses que viajam para fazer turismo na Europa e fazem entrada por Portugal, a nova regra de visto.

A medida já estará valendo a partir de abril de 2026, quando brasileiros que desejam solicitar visto para aquele país precisarão comparecer presencialmente aos centros de atendimento autorizados no Brasil.

A nova regra, como já informamos aqui, encerra a possibilidade de envio da documentação pelos Correios, prática que vinha sendo utilizada por parte dos solicitantes nos últimos anos.

A mudança altera de forma significativa a dinâmica do processo, exigindo que o requerente esteja fisicamente presente para dar entrada no pedido.

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A medida  atinge em cheio os turistas maranhenses, tendo em vista que a TAP inaugura, em outubro, um voo semanal direto para Lisboa. Na volta, faz escala em Fortaleza.

Além do mais, acompanha uma tendência de maior rigor e controle nos procedimentos consulares, especialmente em países com alta demanda.

O tema ganha ainda mais relevância diante do fato de que o Brasil figura entre os países com maior volume de solicitações de visto para Portugal – seja para fins de estudo, seja para trabalho ou residência.

Com isso, a nova exigência pode impactar diretamente brasileiros que vivem fora dos grandes centros urbanos, já que os atendimentos costumam se concentrar em capitais e cidades estratégicas.

Recortes de viagem

Pessoas idosas tornam-se muito religiosas porque a soma das perdas ultrapassa a capacidade de suportar. Não há vida que caiba em tanta dor. A fé providencia o espaço necessário para continuar andando.

Mas a fé só se segura com o estudo da doutrina. Repetir orações e hábitos pode devolver os mais antigos ao ceticismo da mocidade. Ouvir o sacerdote preparado, ler sobre os mistérios fazem do conhecimento um antídoto contra os falsos profetas e os neo milionários da auto ajuda, que exploram a fé  coletiva sem as bases que sustentam a religiosidade.

A Bíblia traduzida para o idioma falado por todos ajudou a  construir uma civilização. A ética da espiritualidade iluminou o Direito e disciplinou a cidadania, segundo a visão weberiana da América. Em outras nações o peso da palavra revelada engessou sociedades e governos. E gerou alternativas que disseminam o obscurantismo.

O Apocalipse é presente em qualquer tempo. O medo desperta a busca da transcendência. Todo esforço de soterrar as religiões esbarra na vida humana datada. A utopia do materialismo é  sempre vencida pela realidade do sagrado.

Leva-se uma vida para abraçar o reforço da religiosidade. Costuma acontecer quando, longevos, enxergamos melhor o que a existência nos reserva.

Na plateia da Câmara dos Deputados, o Presidente do Sistema Fecomércio/ Sesc/ Senac do Maranhão, Maurício Aragão Feijó, e esposa Ana Célia Feijó

Câmara celebra 80 anos do Sesc e Senac

O Sistema do Comércio Maranhão participou, no dia 25 de março, da Sessão Solene realizada no Plenário do Senado Federal, em Brasília (DF), em homenagem aos 80 anos do Sesc e do Senac.

A iniciativa teve como autor do requerimento o deputado federal maranhense Cleber Verde, reforçando o reconhecimento da bancada do estado à importância das instituições para o desenvolvimento econômico e social do país.

A solenidade reuniu autoridades e representantes do setor produtivo de todo o Brasil.

Em seu pronunciamento, o presidente do Sistema CNC/ Sesc/ Senac, José Roberto Tadros, destacou o legado construído ao longo de oitenta anos: “Oito décadas podem ser medidas em números, mas, sobretudo, são feitas de histórias. Histórias de vidas transformadas, de oportunidades criadas, de cidadania fortalecida”, afirmou, ressaltando o papel do Senac como um dos principais pilares da educação profissional no Brasil.

Representando o Maranhão, participaram o Presidente do Sistema Fecomércio/ Sesc/ Senac do Maranhão, Maurício Aragão Feijó, o Diretor Regional do Senac Maranhão, José Ahirton Batista Lopes, a Diretora Regional do Sesc Maranhão, Rutineia Amaral Monteiro, e o Superintendente da Fecomércio do Maranhão, Max Medeiros.

O presidente do Sistema CNC/ Sesc/ Senac, José Roberto Tadros, o autor do requerimento, deputado Cleber Verde, e o presidente do Sistema Fecomércio/ Sesc/ Senac do Maranhão, Maurício Feijó

80 anos do Sesc e Senac

Para o Presidente do Sistema Fecomércio/ Sesc/ Senac do Maranhão, Maurício Feijó, a homenagem simboliza o reconhecimento de uma trajetória que impacta diretamente a sociedade. “Celebramos com orgulho os 80 anos do Sesc e do Senac, instituições que contribuem de forma decisiva para a qualificação profissional, a inclusão social e o fortalecimento do setor produtivo. O reconhecimento no Congresso Nacional reforça a relevância do Sistema Comércio para o desenvolvimento do país e, especialmente, do Maranhão”, destacou.

A programação comemorativa incluiu ainda a abertura da exposição “Trabalhadores do Comércio – a força que impulsiona o país”, instalada na Câmara dos Deputados, no Corredor Teresa de Benguela, e que ficará aberta até o dia 10 de abril.

A mostra apresenta um panorama histórico da evolução do comércio de bens, serviços e turismo no Brasil, evidenciando a contribuição de trabalhadores e empresários para o crescimento da economia e para a transformação social.

O percurso reúne registros históricos, depoimentos e representações de diversas profissões, destacando desde o comércio tradicional até as novas dinâmicas do ambiente digital.

O deputado Cleber Verde na tribuna da Câmara reforçou o reconhecimento da bancada do estado do Maranhão à importância das instituições para o desenvolvimento econômico e social do país
Comitiva da Fecomércio-MA: o Diretor Regional do Senac Maranhão, José Ahirton Batista Lopes, a Diretora Regional do Sesc Maranhão, Rutineia Amaral Monteiro, o Presidente do Sistema Fecomércio/ Sesc/ Senac do Maranhão, Maurício Feijó e esposa Ana Célia, e o Superintendente da Fecomércio do Maranhão, Max Medeiros

DE RELANCE

Os chamados explicadores

Com verve e talento, o escritor Nílson Souza faz referência numa de suas crônicas mais recentes, aos chamados explicadores.

Ele diz e eu faço coro com ele, que já ouviu infinitas vezes a frase “passou um filme na minha cabeça” e nunca entendeu bem porque algumas pessoas apelam para esse lugar-comum quando não conseguem expressar suas emoções com objetividade.

Um filme? Pode ser um filme de terror. Pode ser uma comédia. Pode ser uma chanchada, uma ficção científica, um enredo apocalíptico. Ele sempre fica curioso para saber qual seria o filme imaginado pelo declarante, se é que realmente passa alguma coisa na sua cabeça quando lhe faltam as palavras adequadas para dizer o que está sentindo.

Nestes momentos, garante o escritor que  sente falta de um explicador.

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Os explicadores existiram nos primórdios do cinema-mudo, especialmente no Japão, onde alguns se tornaram profissionais especializados e apreciados. Eram pessoas contratadas para narrar o filme silencioso para a plateia, até para evitar que alguns espectadores mais assustados saíssem em disparada quando uma locomotiva avançava na tela.

Pois certos narradores se aperfeiçoaram tanto nesta arte de interpretar e contar o filme que se tornaram idolatrados pelo público.

Muitas pessoas iam ao cinema mais para ver o show do “benshi” (o nome japonês do explicador) do que propriamente para assistir ao filme.

Foi o caso do irmão mais velho do célebre cineasta Akira Kurosawa, chamado Heigo. O rapaz ficou tão famoso como explicador que, quando sua profissão desapareceu com a chegada dos filmes sonoros, entrou em depressão e optou por deixar a vida para entrar na história do cinema.

Diz-se que foi para homenageá-lo que Kurosawa se tornou diretor.

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Ultimamente também sinto falta de explicadores competentes para entender o que está acontecendo com a humanidade na vida real.

Encurralados por avanços tecnológicos desconcertantes e ameaçados por desarranjos climáticos recorrentes, nós, os terráqueos supostamente inteligentes, demos agora para escolher governantes negacionistas e destrambelhados.

Por conta disso, começamos a retroceder em questões civilizatórias que pareciam bem resolvidas, como democracia, direitos humanos, liberdade de expressão, tolerância, justiça social, senso de comunidade global. Do jeito que vai, vamos acabar voltando ao cinema mudo.

E a locomotiva da insensatez já avança pela tela.

Dinheiro de plástico

A vez do dinheiro vivo e dos cheques está desaparecendo aos poucos.

O meio de pagamento com cartões de crédito cresce 20% ao ano e cada vez mais absorve as transações antes feitas por cheque ou dinheiro.

Pesquisas revelam que os cartões são hoje o meio de pagamento de 25% das transações de consumo.

A previsão é de que o chamado dinheiro de plástico ganhe cada vez mais adeptos.

E assim, lucram os bancos e as empresas de cartão.

Para escrever na pedra:

“Nunca desista de lutar. A vida é generosa para aqueles que acreditam nela”. De Vitoria Cirilo.

TRIVIAL VARIADO

O Judiciário no divã: Mais de 53% dos eleitores italianos rejeitaram, em referendo, o projeto do governo de Giorgia Meloni de reforma do Judiciário.

No assunto: A proposta promovia mudanças significativas na magistratura italiana, como a separação das carreiras de juízes e promotores, impedindo a troca de funções; a criação de um tribunal superior para disciplinar membros do Judiciário; a divisão do Conselho Superior da Magistratura (CSM), órgão de autogoverno da categoria, em duas entidades; e a alteração na forma de eleição dos membros do CSM, que passaria a ser feita por sorteio.

Em tempo: É sintomático que italianos que moram no Brasil tenham votado na contramão da maioria de quem mora no país europeu – aqui, o “sim” venceu com mais de 71%.

Ainda: Não é coincidência. No Brasil, há forte inquietação da sociedade com a judicialização da política e uma percepção de protagonismo excessivo do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus ministros.

Marcha antifascista: Como forma de abrir oficialmente a 1ª Conferência Internacional Antifascista de Porto Alegre, milhares de pessoas reuniram-se nas ruas da Capital para uma marcha que percorreu bairros da região central.

Tem mais: De acordo com a organização, o encontro reuniu lideranças políticas nacionais e internacionais, representantes de movimentos sociais e delegações de 30 países que estão na cidade para participar dos debates, fóruns e palestras do evento.

Pouco empenho: O secretário de Políticas Digitais da Secom/Presidência da República, João Brant, acredita que possa haver avanços na pauta da regulamentação de serviços digitais, embora veja pouco empenho do Congresso na pauta.

Pesquisa: Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada há poucas semanas apontou que a desconfiança no STF superou a confiança pela primeira vez na série histórica. O índice atingiu o menor nível desde novembro de 2022. 


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