Livro Vozes de Mussambê será lançado em São Luís nesta 4ª
Natural de Tuntum (MA), a escritora Lília Diniz lança, às 19h, a obra no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis, em noite com espetáculo literomusical e microfone aberto para leitura de poemas
A literatura que nasce da memória, da escuta e das histórias que atravessam territórios chega a São Luís nesta semana. A escritora e multiartista maranhense Lília Diniz lança na capital o livro Vozes de Mussambê, obra que reúne 23 contos inspirados em experiências reais e narrativas que atravessam a vida de mulheres marcadas pela cultura da violência, mas também pela resistência e pela possibilidade de recomeço. O lançamento acontece no dia 11 de março, a partir das 19h, no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis, no Centro Histórico de São Luís.
A programação inclui o espetáculo literomusical Jacá de Cantigas, Prosa e Versos, que reúne literatura, música e oralidade em uma apresentação que dialoga com a atmosfera do livro. No palco, Lília Diniz divide a cena com os músicos Chico Nô e Totó Sampaio.
Além da apresentação, o evento contará com microfone aberto para leitura de poemas, convidando o público a participar da noite compartilhando textos e experiências poéticas.
Nono livro da autora, Vozes de Mussambê se constrói a partir de narrativas que transformam relatos de vida em literatura. Os contos apresentam personagens, sobretudo mulheres, que enfrentam diferentes formas de violência e silêncio social, mas que encontram na palavra um caminho para elaborar memórias, afirmar sua existência e reconstruir suas trajetórias.
“Vozes de Mussambê nasce da escuta. Muitas dessas histórias vieram de encontros com mulheres, de memórias guardadas e de experiências que atravessam a vida de muitas de nós. Escrever foi também um jeito de respirar, de transformar silêncio em palavra”, afirma Lília Diniz.
Literatura que ajuda a respirar
O título da obra faz referência ao mussambê, planta medicinal tradicionalmente utilizada na medicina popular como expectorante. A metáfora orienta toda a narrativa do livro.
“O mussambê é uma planta que ajuda o corpo a expulsar aquilo que sufoca. Eu gosto de pensar que essas histórias fazem algo parecido. São narrativas que ajudam a nomear dores, mas também a lembrar da força que existe em seguir vivendo”, explica a autora.
Outro elemento marcante da obra é a relação com a natureza. Cada conto recebe o nome de uma planta, criando uma conexão simbólica entre literatura, memória, território e saberes ancestrais.
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