
Em um mundo onde a atenção se tornou um dos bens mais disputados, o universo da comunicação vive um dilema: como ser ouvido sem invadir ou sobrecarregar o público com excesso de informações?
Criar narrativas envolventes, conquistar relevância por meio da autenticidade e estabelecer conexões significativas são alguns dos caminhos apresentados por Christian Rôças – o Crocas – no livro ‘Parem de Me Interromper: estratégias de comunicação na era da distração’, lançamento da Citadel Grupo Editorial.
Referência no mercado brasileiro, Rôças foi estrategista criativo do Facebook e Instagram para a América Latina. Como CEO da Agência Gruda, gerenciou as carreiras digitais de Gilberto Gil, Marisa Monte e Nando Reis, além de festivais como Rock in Rio e Lollapalooza Brasil.
Também foi CEO do Porta dos Fundos, responsável por comandar a expansão internacional da marca. Hoje, é CEO da Flint, editora multiplataforma que conecta educação e entretenimento à Creator Economy.
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Prefaciada pelo jornalista, escritor e compositor Nelson Motta, a obra propõe uma reflexão sobre como a comunicação evoluiu, desde as primeiras formas de mídia até a explosão das redes sociais e do consumo instantâneo de conteúdo. Com uma análise provocativa e repleta de referências culturais, Crocas resgata lições do passado para ajudar comunicadores, marcas e criadores a se destacarem sem precisar gritar mais alto que todo mundo.
Ao longo das páginas, o especialista revisita momentos-chave da história e mergulha nas teorias do comunicólogo Marshall McLuhan para provar que o antídoto das constantes interrupções causadas por notificações, anúncios, vídeos e e-mails está na inovação. Segundo ele, porém, essa força deve ir além da tecnologia e transformar a forma como as narrativas são estruturadas e como o valor delas é transmitido para o público.
Com uma escrita leve, fluída e engajadora, Rôças orienta e diverte os leitores. O advento do cabograma, que permitiu a transmissão de mensagens entre continentes em questão de minutos, o contexto histórico que resultou no pânico causado pela transmissão de “A guerra dos mundos” no rádio, em 1938, e o apelo de exclusividade nos primórdios do já finado Orkut são algumas das curiosidades que exemplificam as lições compartilhadas.
Sem fórmulas prontas, ‘Parem de Me Interromper’ é um convite para refletir sobre como capturar a atenção de maneira significativa e respeitosa. Em um cenário saturado por estímulos constantes, a obra desafia profissionais e criadores a repensarem as táticas para envolver clientes e seguidores, priorizando relevância e propósito. Mais do que seguir tendências passageiras, o autor mostra que, na era da distração, ser ouvido não é sobre falar mais alto, mas sobre dizer algo que realmente vale a pena.
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