Desaparecimento

Crianças desaparecidas em Bacabal: força-tarefa volta a áreas já percorridas

Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro.

Imirante.com

Atualizada em 05/02/2026 às 01h13
Equipes de segurança continuam em busca das crianças desaparecidas. (Reprodução)

BACABAL – As buscas pelos irmãos desaparecidos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, continuam na cidade de Bacabal, a 240 km de São Luís. Após um mês de buscas, as equipes de segurança mantêm a atuação diária na região, com apoio de cães farejadores, aplicativos de georreferenciamento e helicóptero, na tentativa de localizar as crianças, desaparecidas desde 4 de janeiro.

Equipes revisitam áreas e reforçam varreduras

O Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBBMA) informa que, nesta etapa da operação, os agentes estão retornando a áreas já mapeadas e percorridas anteriormente. A estratégia busca identificar detalhes que possam ajudar a elucidar o caso.

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As equipes entram na mata todos os dias e realizam vistorias em sistema de “pente-fino”, registrando cada ponto percorrido. O objetivo é localizar vestígios como roupas, calçados ou objetos que indiquem o trajeto feito pelos irmãos e permitam reduzir o raio de busca.

Em alguns trechos, o acesso é extremamente difícil, o que exige o uso de helicóptero para que os trabalhos avancem.

Últimos rastros e pontos de investigação

Ágatha e Allan estavam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos, quando desapareceram. Eles foram vistos pela última vez na comunidade onde vivem. Três dias depois, Kauan foi encontrado por lavradores em uma estrada de terra, a quase quatro quilômetros de casa. Os irmãos já não estavam mais com ele.

O último rastro identificado pelos cães farejadores levou as equipes até uma cabana abandonada, conhecida como “casa caída”, localizada a cerca de 3,5 km, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.

Pontos que marcaram a investigação até agora

  • Cães farejadores indicaram caminhos até a margem de um rio e até a “casa caída”.
  • Nenhum vestígio das crianças foi encontrado na mata ou na água.
  • A Polícia Civil já ouviu dezenas de pessoas e descartou algumas pistas.
  • Uma comissão específica conduz a investigação.

Para o coronel Célio Roberto, a ausência de vestígios após tantos dias é considerada intrigante. Ele afirma que, nas condições em que as crianças estariam, elas já estariam exaustas.

Família vive angústia e cobra respostas

Mesmo após 30 dias, a família mantém a esperança. A mãe, Clarice Cardoso, relata noites sem dormir e diz que vive um período de dor e incerteza.

“A única coisa que eu quero é que eles me deem alguma notícia, para aliviar meu coração”, afirmou. “Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia.”

A avó das crianças também descreveu o sofrimento vivido pela família. “Tá sendo um pesadelo, uma angústia, e não termina, não acaba. A gente sem nenhuma informação de nada”, disse.

Investigação segue sem detalhes divulgados

A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade de uma comissão de investigação criada especificamente para apurar o desaparecimento. A corporação afirma que não divulgará detalhes para não prejudicar o andamento dos trabalhos.

Uma das linhas iniciais considerava que as crianças poderiam ter entrado na mata, hipótese que a família descarta pela ausência de vestígios.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, reforçou que novas informações só serão divulgadas quando houver avanços concretos.

Buscas continuam com apoio de equipes especializadas

Equipes do Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e grupos especializados em salvamento em áreas rurais seguem atuando na região. Imagens recentes mostram agentes realizando varreduras em áreas de mata fechada e pontos alagados.

As buscas permanecem sem previsão de encerramento.

Um mês de buscas por crianças desaparecidas em Bacabal

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam um mês nesta quarta-feira (4), sem que novas pistas indiquem o paradeiro das crianças, que desapareceram no dia 4 de janeiro em Bacabal, a 240 km de São Luís. A força-tarefa formada por equipes estaduais e federais segue atuando para localizar as crianças desaparecidas, enquanto a Polícia Civil afirma que a investigação permanece em andamento e ainda não tem conclusão.

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Segundo o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, integrante da força-tarefa, o inquérito já soma mais de 200 páginas e dezenas de depoimentos. “Já temos 30 dias de investigação, uma investigação bem robusta, com muitas páginas e dezenas de pessoas ouvidas”, afirmou.

O atual estágio das buscas conta com equipes do Corpo de Bombeiros e do Exército realizando varreduras em áreas de mata e pontos alagados, além do uso de cães farejadores às margens do rio Mearim.

Buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal mobilizam força-tarefa

Uma comissão especial da Polícia Civil, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito. De acordo com Martins, diversas diligências foram realizadas, incluindo reconstruções de trajetos e análises técnicas.

Entre as ações já executadas estão:

  • Reconstrução do trajeto do carroceiro que encontrou o primo das crianças;
  • Reconstituição do último local onde os três menores estiveram juntos;
  • Participação de um menor nas diligências, mediante autorização judicial;
  • Solicitação de relatórios de todas as forças envolvidas nas buscas.

O delegado reforça que os documentos produzidos por equipes com cães farejadores e canoas serão anexados como prova material. Corpo de Bombeiros, Marinha e Exército também devem repassar relatórios completos.

O dia do desaparecimento

Os irmãos Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. Elas estavam acompanhadas do primo Anderson Kauan, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois por carroceiros no povoado Santa Rosa.

Primeiras buscas e avanço das operações

Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 km em operações terrestres e aquáticas. A Marinha vasculhou 19 km do rio Mearim, sendo cinco deles de forma minuciosa.

A partir de 23 de janeiro, as buscas passaram a ter foco maior na investigação policial, após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas. As equipes permanecem de prontidão para retomar operações caso surjam novos indícios.

Mais de mil pessoas participaram das ações, incluindo:

  • Polícia Civil
  • Polícia Militar e Batalhão de Choque
  • Força Estadual Integrada de Segurança Pública
  • Centro Tático Aéreo (CTA)
  • Exército Brasileiro
  • Corpo de Bombeiros
  • Voluntários

A base da força-tarefa permanece instalada no quilombo onde as crianças moravam.

Relato do primo ajudou a reconstruir trajeto

O menino de 8 anos, que ficou três dias perdido na mata, recebeu autorização judicial para participar das buscas. Ele relatou que o grupo entrou por um caminho alternativo para evitar ser visto por um tio e acabou se perdendo.

Segundo o relato:

  • Eles buscavam um pé de maracujá próximo à casa do pai do menino;
  • Entraram por outro lado da mata para não serem vistos;
  • Não encontraram frutas para comer;
  • Não havia adultos acompanhando o trajeto.

A “casa caída” e a separação das crianças

Uma das pistas mais importantes foi a descrição de uma casa abandonada, chamada pelo menino de “casa caída”, com objetos velhos no interior. Cães farejadores confirmaram o cheiro das três crianças no local.

O menino relatou que:

  • Eles se abrigaram ao pé de uma árvore próxima à casa;
  • As crianças estavam extenuadas;
  • Ele seguiu por um lado da choupana, enquanto os primos seguiram por outro.

A distância até o local pode chegar a 12 km, considerando obstáculos naturais.

Tecnologia e equipamentos usados nas buscas

As equipes utilizaram:

  • Cães farejadores
  • Drones com câmeras termais
  • Mergulhadores
  • Botes e lanchas
  • Aeronaves do CTA
  • Sonar side scan da Marinha para varredura subaquática

Polícia desmente boatos e reforça linha principal

O delegado Ederson Martins afirmou que a principal linha de investigação continua sendo a de que as crianças se perderam na mata. Ele desmentiu boatos que circularam nas redes sociais envolvendo a mãe e o padrasto dos menores.

“Essa informação não procede. Com tanta informação falsa, estão colocando a família das crianças em constante risco”, disse.

Protocolo Amber Alert foi acionado

O Ministério da Justiça ativou o Amber Alert, sistema internacional de alerta para desaparecimento de crianças, que divulga informações em plataformas da Meta em um raio de até 200 km.

O protocolo é usado apenas quando há risco de morte ou lesão grave.

Crianças vistas em SP não eram os irmãos

A Polícia Civil de São Paulo descartou que duas crianças encontradas em um hotel no Centro da capital fossem Ágatha e Allan. Após verificação, constatou-se que não se tratava dos irmãos desaparecidos.

Confira a nota:

"A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro do DOPE, esclarece que não procede o fato das crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo. Os policiais da divisão, cientes da denúncia, foram aos endereços informados e constataram que as crianças ali presentes não são as mesmas que estão desaparecidas".

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