Eleições 2026

Políticos articulam acordão entre Poderes para frear investigações em ano eleitoral

Acordão em Brasília envolve Congresso, governo e Judiciário para tentar conter investigações sensíveis em ano eleitoral

Ipolítica, com informações do g1

A principal preocupação dos atores políticos é evitar que desdobramentos de investigações em andamento atinjam parlamentares e aliados em meio ao calendário eleitoral (Gustavo Moreno/STF)

BRASÍLIA – Está em curso, nos bastidores de Brasília, uma articulação política para um acordão entre Poderes com o objetivo de frear o avanço de investigações sensíveis em ano eleitoral. A movimentação envolve setores do governo federal, lideranças do Congresso Nacional e integrantes do Judiciário.

A principal preocupação dos atores políticos é evitar que desdobramentos de investigações em andamento atinjam parlamentares e aliados em meio ao calendário eleitoral, comprometendo candidaturas e ampliando frentes de desgaste simultâneas.

Troca envolve CPIs do INSS e do Master

De acordo com apuração do blog, a principal costura em curso no Congresso passa por uma possível troca entre dois focos sensíveis, de um lado, a não prorrogação da CPI mista do INSS, que tem prazo até o fim de março e preocupa o núcleo político do governo e setores do PT e de outro, a tentativa de barrar a instalação da CPI do Banco Master, defendida por lideranças do Centrão.

A articulação estaria sendo conduzida por dirigentes do Centrão e integrantes do PT, com o objetivo de reduzir o número de investigações simultâneas em andamento no Legislativo.

Pressões sobre o governo

A CPI mista do INSS retoma os trabalhos nesta semana e avalia a possibilidade de quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A oposição defende a investigação das relações dele com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

No Congresso, parlamentares pressionados por investigações relacionadas a emendas e verbas públicas enviam um recado ao governo: a aprovação de pautas consideradas estratégicas depende do apoio político do Legislativo.

Ao Palácio do Planalto interessa avançar com propostas de impacto eleitoral, como o debate sobre o fim da escala 6x1, além de garantir no Senado a aprovação da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Limites da articulação

Apesar das articulações políticas, há o reconhecimento de que investigações conduzidas pela Polícia Federal seguem seu curso próprio. Interlocutores admitem que não há como combinar desaceleração de apurações com investigadores que atuam de forma independente na apuração de esquemas de corrupção.

Relação com o Judiciário e o TSE

No campo do Judiciário, o governo mapeia como será a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026, sob a presidência de Nunes Marques, com André Mendonça na vice-presidência e Dias Toffoli integrando a Corte.

No Planalto, há receio de que a ausência de uma base sólida no Congresso e desgastes na relação com o STF, especialmente em razão do caso Master, afetem a governabilidade em um momento decisivo.

Integrantes do Supremo já manifestaram incômodo com o que consideram falta de apoio do presidente Lula diante das críticas à atuação da Corte no caso Master, especialmente ao ministro Dias Toffoli.

Esse cenário tem servido como termômetro da política em Brasília, enquanto governo, Congresso e Judiciário observam os próximos passos das investigações e seus impactos no processo eleitoral de 2026.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.