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Brasil apoia candidatura de Michelle Bachelet como secretária-geral da ONU

Manifestação ocorreu durante reunião da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, em Nova York.

Ipolítica, com informações do g1

Brasil apoia Michelle Bachelet como secretária-geral da ONU. (Sean Gallup/Getty Images)

BRASIL - O governo brasileiro confirmou apoio à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A manifestação foi feita nesta terça-feira (10), durante a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, realizada em Nova York. O evento contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da ministra das Mulheres Márcia Lopes.

Durante a reunião, a ministra destacou que, apesar de décadas de atuação internacional em defesa da igualdade de gênero, a ONU nunca foi liderada por uma mulher.

“A América Latina tem demonstrado maturidade política ao representar lideranças altamente qualificadas. A trajetória da presidenta Michelle Bachelet é amplamente reconhecida por sua contribuição à democracia, aos direitos humanos e à igualdade de gênero”, afirmou.

Escolha do próximo secretário-geral

O atual secretário-geral da ONU, António Guterres, ocupa o cargo desde 2017 e encerrará seu mandato em 31 de dezembro deste ano.

O processo para escolha do novo líder da organização começou oficialmente em novembro de 2025, quando os países membros foram convidados a indicar candidatos para assumir a função a partir de 2027.

Segundo o governo brasileiro, Michelle Bachelet é considerada uma das candidatas qualificadas para o posto, ao lado de outras lideranças internacionais.

Trajetória de Michelle Bachelet

Médica e integrante do Partido Socialista chileno, Michelle Bachelet foi presidente do Chile em dois mandatos:

  • de 2006 a 2010
  • de 2014 a 2018

Durante sua segunda gestão, ela promoveu reformas voltadas para:

  • educação;
  • sistema tributário;
  • redução das desigualdades sociais.

No cenário internacional, Bachelet também ganhou destaque ao atuar como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, cargo em que defendeu a transparência eleitoral e criticou ataques às instituições democráticas em diferentes países.

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