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Fachin diz que juiz deve manter comportamento irrepreensível na vida pública e privada

Presidente do STF defende ética, imparcialidade e prudência na atuação de magistrados durante aula magna a estudantes de direito em Brasília.

Ipolítica, com informações do g1

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin. (Rosinei Coutinho / STF)

BRASIL - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (16) que magistrados devem manter comportamento irrepreensível na vida pública e privada. A declaração foi feita durante uma aula magna para estudantes de direito em Brasília.

No discurso, Fachin destacou que a ética na magistratura é uma exigência constitucional e que juízes precisam agir com integridade, imparcialidade e responsabilidade institucional.

Ética e independência na magistratura

Durante a fala, Fachin ressaltou que magistrados devem preservar a dignidade da função jurisdicional e evitar atitudes que possam comprometer a confiança no Judiciário.

Segundo o ministro, a atuação judicial exige:

  • rejeição de presentes, benefícios ou vantagens;
  • respeito à independência da função jurisdicional;
  • comportamento ético dentro e fora do exercício do cargo.

O presidente do STF afirmou que o magistrado deve agir sempre de forma a preservar a honra e a credibilidade do Judiciário.

Imparcialidade e fundamentação das decisões

Fachin também afirmou que a imparcialidade é dever essencial dos juízes e criticou comportamentos que possam demonstrar favoritismo, predisposições ou preconceitos.

De acordo com ele, a legitimidade das decisões judiciais não depende da vontade da maioria, mas da qualidade da argumentação jurídica.

O ministro destacou que decisões judiciais devem:

  • apresentar fundamentação clara;
  • dialogar com argumentos contrários;
  • enfrentar todos os pontos centrais dos processos.

Humildade institucional e separação de poderes

Durante o discurso, Fachin também mencionou os desafios da jurisdição constitucional, como a judicialização da política e os riscos de erosão democrática.

O presidente do Supremo Tribunal Federal afirmou que tribunais têm autoridade para interpretar a Constituição, mas não possuem o monopólio da sabedoria política.

Segundo ele, a chamada humildade institucional é fundamental para manter o equilíbrio entre os poderes.

O tribunal tem autoridade para dizer o direito, mas não detém a sabedoria política absoluta”, afirmou o ministro.

Prudência na atuação pública de magistrados

Fachin ainda ressaltou que juízes devem agir com prudência e reserva, especialmente ao comentar publicamente processos em andamento ou casos que possam chegar ao Judiciário.

Para o ministro, o compromisso dos profissionais do direito deve ser com a Constituição e com a defesa das instituições democráticas.

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