Caso Master

Investigação do caso Master resiste a delação parcial e exige provas completas

Investigadores indicam que delação no caso não será aceita de forma parcial e que eventual acordo terá que avançar sobre provas e possíveis relações com autoridades.

Ipolítica, com informações do g1

nvestigadores indicam que delação no caso Vorcaro só será aceita se for completa. Bastidores apontam resistência a acordo parcial envolvendo o Banco Master. (Banco Master)

BRASÍLIA – Investigadores que acompanham o caso de Vorcaro indicam que não aceitarão uma eventual delação premiada limitada. Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer acordo de colaboração terá que abranger todos os fatos investigados, incluindo possíveis relações com autoridades, e ser confirmado por provas já reunidas no processo.

O entendimento ganhou força após o Supremo Tribunal Federal formar maioria para manter a prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Caso Vorcaro e possibilidade de delação

Na sexta-feira (13), o empresário abriu caminho para negociar uma colaboração após trocar de defesa. O novo advogado, Juca Lima, considera a delação premiada uma estratégia possível dentro do caso de Vorcaro.

Relatos obtidos por investigadores indicam que não há pressão para que o acordo seja feito, mas que, caso ocorra, deverá ser completo.

“Se houver colaboração, todos os ilícitos relacionados ao caso terão que ser esclarecidos, inclusive se envolverem autoridades”, afirmam interlocutores que acompanham a investigação.

Resistência a delação parcial

Nos bastidores, autoridades que atuam no caso de Vorcaro afirmam que não será aceita uma colaboração seletiva, sem detalhamento de fatos ou sem inclusão de eventuais vínculos com agentes públicos.

Segundo esses relatos, advogados chegaram a sondar a possibilidade de um acordo mais limitado, sem aprofundar relações do empresário com integrantes dos três Poderes, mas a hipótese foi rejeitada.

Investigadores avaliam que uma delação incompleta não teria validade jurídica e dificilmente seria homologada.

Provas já reunidas

Outro ponto destacado por quem acompanha o caso de Vorcaro é que parte das informações já pode ser confirmada por documentos e contratos analisados durante a investigação.

Por isso, uma eventual colaboração precisaria ser compatível com as provas existentes.

A avaliação é de que depoimentos que não coincidam com os elementos já reunidos não serão aceitos.

Decisão depende da Justiça

Caso haja acordo, a condução da delação deverá ser feita pela Polícia Federal e submetida à análise judicial.

Nos bastidores, interlocutores afirmam que a posição das autoridades é clara: qualquer colaboração terá que ser completa e baseada em fatos comprovados.

Segundo essa avaliação, se a delação no caso de Vorcaro não trouxer todos os detalhes necessários para esclarecer o esquema investigado, a tendência é que não seja homologada.

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