Feminicídio

Tenente-coronel indiciado por morte da PM Gisele é preso em SP

A soldado Gisele Alves Santana foi encontrada com tiro na cabeça no apartamento em que morava com o companheiro, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.

Imirante, com informações do g1 SP

A soldado da PM Gisele Alves Santana era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (18), o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, que foi indiciado por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no mês passado.

Por volta das 8h12, um comboio com agentes da Polícia Civil e agentes da corregedoria da PM chegou ao apartamento do PM Geraldo Rosa Neto, que fica na rua Roma, no Jardim Paulista, na região central de São José dos Campos, no interior de SP, para fazer a prisão. 

A Polícia Civil confirmou a prisão, informou que o oficial estava em sua casa, em São José dos Campos, e que deve ser conduzido ao 8º DP, na capital, onde deverá ser interrogado e formalmente indiciado.

Após esses procedimentos, o tenente-coronel deve passar por exames de corpo de delito e então será levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital. A expectativa da polícia é que o Inquérito Policial Militar (IPM) seja concluído nos próximos dias.

Indícios que constam em dois laudos foram determinantes para o delegado pedir a prisão:

  • Trajetória da bala que atingiu a cabeça
  • Profundidade dos ferimentos encontrados

 

O delegado concluiu que Gisele não se suicidou. Os documentos confirmaram que Gisele não estava grávida e também não foi dopada, mas que havia mais manchas de sangue da soldado espalhadas por outros cômodos do apartamento onde ela morreu.

A defesa do tenente-coronel sustenta que a soldada tirou a própria vida e diz aguardar a conclusão dos laudos periciais. 

Entenda o caso

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

Outros indícios

Em depoimento, uma testemunha vizinha disse que ouviu um disparo às 7h28 daquele dia. O tenente-coronel acionou a polícia às 7h57. O advogado chama atenção para o intervalo de quase meia hora para que Geraldo pedisse socorro.

Silva Junior mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em depoimentos.

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