guerra no oriente médio

Lula cobra ONU por guerra e reforça pedido de redução do ICMS sobre combustíveis

Presidente critica Conselho de Segurança e alerta para impacto do conflito no preço do petróleo e na economia brasileira.

Ipolítica, com informações de O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Marcelo Camargo / Agência Brasil)

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta quinta-feira (19) uma atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, voltou a defender a redução do ICMS sobre combustíveis como forma de conter a alta de preços no Brasil.

Durante evento em São Paulo, Lula afirmou que os países com assento permanente no Conselho precisam assumir responsabilidade para evitar a continuidade da guerra, destacando os impactos globais do conflito, especialmente no mercado de energia.

Lula cobra ONU por guerra e critica omissão internacional

O presidente fez críticas diretas à atuação do Conselho de Segurança e disse que pretende pressionar os países membros com um artigo internacional.

Segundo Lula, os integrantes permanentes — Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia — têm o dever de agir para impedir conflitos armados.

Assumam a responsabilidade de parar com essa guerra”, afirmou o presidente.

Ele também criticou ações unilaterais e destacou que o mundo precisa priorizar investimentos em áreas como educação e alimentação, e não em conflitos militares.

Impacto da guerra pressiona combustíveis

Lula ressaltou que a guerra tem provocado alta no preço do petróleo, o que impacta diretamente a economia brasileira. O aumento atinge combustíveis como gasolina, diesel e até o etanol.

Diante desse cenário, o presidente voltou a defender a redução do ICMS sobre combustíveis, imposto estadual que incide sobre esses produtos.

Redução do ICMS sobre combustíveis volta ao debate

A proposta de redução do ICMS sobre combustíveis foi novamente apresentada por Lula aos governadores. O governo federal se comprometeu a compensar parte das perdas dos estados.

Entre os principais pontos da proposta:

  • Redução ou isenção do ICMS sobre combustíveis
  • Compensação de até metade da perda de arrecadação pelos estados
  • Medida para conter a alta nos preços ao consumidor

Apesar disso, governadores já demonstraram resistência à ideia, alegando impacto negativo nas finanças estaduais.

Governo promete fiscalização de preços

Além da discussão sobre o ICMS sobre combustíveis, Lula afirmou que o governo federal vai intensificar a fiscalização para evitar aumentos abusivos nos preços.

Segundo ele, há casos em que reajustes não se justificam diretamente pela guerra, indicando possível especulação no mercado.

A equipe econômica também já adotou medidas como redução de impostos federais e subsídios para tentar conter os efeitos da crise internacional no Brasil.

Cenário internacional agrava pressão econômica

A escalada do conflito no Oriente Médio tem elevado o preço do petróleo no mercado global, pressionando a inflação e aumentando os custos logísticos.

O governo avalia que, sem medidas de contenção, o impacto pode atingir diretamente o custo de vida da população, especialmente no preço dos alimentos e no transporte.

Com isso, o debate sobre o ICMS sobre combustíveis ganha centralidade como uma das principais estratégias para amenizar os efeitos da crise no país.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.