CPI do INSS

Governo articula maioria para barrar relatório que pede prisão de Lulinha

Base aliada e Centrão ampliam vantagem na comissão, mas resultado ainda é tratado como incerto.

Ipolítica, com informações de O Globo

A CPI do INSS durante sessão. (Carlos Moura/Agência Senado)

BRASIL - O governo federal chega à votação final da CPI do INSS com maioria articulada para tentar barrar o relatório que pede a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O parecer foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

Levantamento da composição atual da comissão aponta vantagem da base governista, com apoio de partidos aliados e do Centrão. Apesar disso, parlamentares ainda tratam o placar como incerto, com possibilidade de mudanças até o momento da votação.

Base governista amplia vantagem

A base aliada reúne parlamentares de partidos como PT, PSD e PCdoB, além de integrantes do Centrão que tendem a votar com o governo.

No Senado, estão entre os nomes alinhados ao Planalto:

  • Randolfe Rodrigues
  • Humberto Costa
  • Eliziane Gama
  • Rogério Carvalho

Na Câmara, a vantagem governista é considerada ainda mais ampla, com apoio de deputados como:

  • Orlando Silva
  • Rogério Correia
  • Lindbergh Farias

Oposição tenta reverter cenário

Do lado da oposição, partidos como PL, Novo e Republicanos tentam reverter votos e impedir a derrota do relatório.

Entre os principais nomes estão:

  • Rogério Marinho
  • Damares Alves
  • Marcel van Hattem

Mesmo em desvantagem, a oposição aposta em dissidências e no peso político do relatório para tentar alterar o resultado.

Trocas na comissão mudaram cenário

A atual configuração da CPI foi definida após mudanças recentes promovidas por partidos da base e do Centrão às vésperas da votação.

As substituições alteraram a correlação de forças dentro do colegiado e são interpretadas por integrantes da comissão como uma estratégia para garantir maioria contra o parecer do relator.

Votação ainda é incerta

Apesar da vantagem numérica, aliados do governo evitam cravar o resultado da votação. A avaliação é que parlamentares de perfil mais pragmático podem mudar de posição.

O relatório da CPI do INSS ainda precisa ser votado para definir se as recomendações, incluindo o pedido de prisão, serão oficialmente encaminhadas.

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