BRASIL - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que irá comparecer à CPI do Crime Organizado, em Brasília, na condição de convidado. A participação ocorre em meio à reta final dos trabalhos da comissão, que enfrenta risco de não ser prorrogada.
Já o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, convocado para depor, deve faltar à sessão, conforme expectativa de bastidores. Ele tem recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o direito de não comparecer.
Depoimento está ligado ao caso Banco Master
A oitiva de Galípolo foi solicitada em requerimento apresentado pelo senador Eduardo Girão, com foco em esclarecer possíveis relações institucionais envolvendo o caso do Banco Master.
O documento menciona a participação do presidente do Banco Central em uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em 2024, com a presença de investigados no esquema.
Entre os pontos que devem ser esclarecidos estão:
- Finalidade da reunião com investigados;
- Eventuais impactos regulatórios;
- Atuação do Banco Central diante do caso;
- Possíveis desdobramentos institucionais.
Convocado, Campos Neto deve recorrer para não comparecer
Diferentemente de Galípolo, Campos Neto foi convocado pela CPI, o que, em tese, torna obrigatória sua presença. No entanto, há expectativa de ausência.
O ex-presidente do Banco Central já obteve decisões favoráveis no STF em situações semelhantes, garantindo o direito de não comparecer ou de permanecer em silêncio durante depoimentos.
CPI tenta manter fôlego na reta final
A CPI do Crime Organizado tem prazo para encerrar os trabalhos no próximo dia 14 e ainda enfrenta incertezas sobre uma possível prorrogação.
O relator, Alessandro Vieira, tenta negociar a extensão junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas a avaliação interna é de que a continuidade da comissão é improvável.
Nos últimos dias, o colegiado tem enfrentado esvaziamento de depoimentos, após decisões do STF que flexibilizaram a obrigatoriedade de comparecimento de convocados.
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