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Regra do Senado barra nova indicação de Jorge Messias ao STF

Regra editada pela Mesa Diretora do Senado impede que Jorge Messias seja novamente analisado para vaga no STF ainda em 2026.

Ipolítica, com informações de O Globo

Regra do Senado impede nova indicação de Jorge Messias ao STF em 2026, mas governo vê margem para negociação. (Ricardo Stuckert / Presidência da República)

BRASÍLIA – Um ato da Mesa Diretora do Senado Federal pode impedir que o advogado-geral da União, Jorge Messias, tenha o nome analisado novamente para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda em 2026.

A norma, editada em 2010, proíbe a apreciação de uma indicação rejeitada pelo plenário na mesma sessão legislativa, que corresponde ao ano de funcionamento do Congresso Nacional.

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Apesar disso, integrantes do governo Lula avaliam que há brechas regimentais e espaço político para tentar reenviar o nome de Messias ao Senado.

Governo vê margem para nova tentativa

O principal argumento do Palácio do Planalto é que a proibição não está prevista na Constituição Federal, mas em um ato administrativo da Mesa Diretora do Senado.

Aliados do governo também afirmam que a norma não necessariamente teria força sobre regras do regimento interno da Casa.

Nos bastidores, integrantes do governo tratam a rejeição de Jorge Messias não apenas como uma derrota política, mas como uma afronta à prerrogativa constitucional do presidente da República de indicar ministros do STF.

Aliados citam precedente de Alexandre de Moraes

Interlocutores próximos de Messias também apontam um precedente envolvendo o atual ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em 2005, Moraes teve uma indicação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitada pelo Senado, mas voltou a ser submetido à votação dias depois e acabou aprovado.

O caso, porém, aconteceu antes da edição da norma de 2010 que hoje impede uma nova apreciação na mesma sessão legislativa.

Rejeição ampliou crise entre Lula e Alcolumbre

Há três semanas, Jorge Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado após receber 34 votos, abaixo dos 41 necessários para aprovação.

No governo, a avaliação predominante é que a derrota foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), para a vaga no Supremo.

Publicamente, Alcolumbre nega ter atuado contra a indicação.

A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Alcolumbre se deteriorou após a votação. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que uma eventual nova indicação de Messias dependerá de uma recomposição política entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado.

Governo chegou a discutir alternativas

Após a derrota de Messias, Lula chegou a discutir outros nomes para a vaga no STF, incluindo possibilidades defendidas por setores do PT e aliados que cobravam a indicação de uma mulher para a Corte.

A hipótese, no entanto, perdeu força nos últimos dias, enquanto o presidente passou a defender uma nova tentativa de aprovação do atual chefe da Advocacia-Geral da União.

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