Eleições 2026

Augusto Cury diz que cobrou STF por julgamento do caso Master antes da eleição

Augusto Cury pediu agilidade ao STF para julgar o caso Master até 4 de outubro, temendo que manobras de Dino atrasem o acesso às informações.

Imirante, com informações do G1

Augusto Cury afirmou ter pedido a Fachin rapidez no julgamento do caso Master e criticou pedido de vista de Flávio Dino no STF. (Reprodução/TV Globo)

BRASIL – O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (19) que “suplicou” ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e aos demais integrantes da Corte para que o julgamento relacionado ao caso Master fosse concluído em uma semana.

A declaração foi dada durante uma agenda de campanha no Ceagesp, em São Paulo. Cury disse que o eleitor deveria ter acesso às informações sobre o caso antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

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Eu até supliquei para o doutor Fachin e para os demais membros do STF, que tem o julgamento público, televisionado e rápido, em uma semana”, afirmou.

Cury critica pedido de vista de Flávio Dino

O candidato criticou o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino durante a sessão do STF de terça-feira (15). Segundo Cury, a medida pode levar a análise do caso para depois das eleições.

Com o pedido de vista que o Flávio Dino fez, é possível colocar debaixo do tapete e levar isso para depois das eleições”, declarou.

A sessão tratava de questões relacionadas à tramitação de processos derivados do caso Master. O pedido de vista interrompeu a análise, e o mérito das investigações ainda não havia sido julgado naquele momento.

Cury afirmou ainda que grupos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) teriam interesse em evitar uma apuração rápida. A declaração foi feita pelo candidato sem apresentar novos elementos para sustentar a acusação.

Candidato fala em impacto sobre as eleições

Na avaliação de Cury, a demora na análise do caso prejudica o eleitorado por dificultar o acesso a informações antes da votação.

O candidato afirmou que a situação estaria “asfixiando a democracia” e defendeu que o julgamento seja público e televisionado.

A cobrança por celeridade também havia sido feita por Cury em declarações anteriores. Na sexta-feira (18), durante debate, ele afirmou esperar que o STF levasse o caso “até as últimas consequências” em uma semana.

Cury critica polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Durante a agenda, o candidato também criticou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro e afirmou que o Brasil não deveria ficar restrito aos dois grupos políticos.

O Brasil não pode ser sequestrado por duas famílias. O Brasil pertence a mais de 210 milhões de brasileiros”, declarou.

Cury também afirmou que gostaria de disputar um eventual segundo turno contra Lula e disse que o presidente teria receio dessa possibilidade.

O candidato ainda pediu que eleitores insatisfeitos com Lula ou Flávio Bolsonaro considerem sua candidatura.

Cury relata queda no alcance nas redes sociais

Ao falar sobre sua campanha digital, Cury afirmou ter denunciado a Meta e disse que, nas últimas duas semanas de agosto, seu nome teria sido o que mais ganhou seguidores no mundo.

Segundo o candidato, depois desse período houve uma queda repentina no alcance de conteúdos relacionados à sua candidatura. Cury afirmou que o algoritmo teria reduzido a circulação das publicações feitas por pessoas que falavam sobre seu nome.

Ele classificou o episódio como “dark” e disse não saber explicar o que teria provocado a mudança.

Hou­ve algo dark que nós não sabemos”, afirmou.

Cury também criticou o funcionamento dos algoritmos das plataformas digitais e defendeu que as redes sociais sejam submetidas a princípios semelhantes aos que, segundo ele, devem orientar a imprensa e a política.

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