BRASÍLIA - A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) determinou a suspensão dos registros de quatro imóveis vinculados ao advogado Willer Tomaz localizados na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na região da Costa Verde fluminense. A medida administrativa tem como objetivo restringir eventuais transferências de posse dessas áreas federais enquanto apurações sobre possíveis irregularidades seguem em andamento.
Entre os bens atingidos pela decisão está a propriedade que foi alvo de uma disputa judicial com o atacante Richarlison. A intervenção do órgão federal atende a uma representação apresentada pela deputada federal Tábata Amaral, colocando holofotes sobre a velocidade e a forma como os processos de transferência de direitos de ocupação foram conduzidos em áreas insulares do litoral do Rio de Janeiro.
Defesa e histórico da disputa
Por meio de nota oficial, a defesa de Willer Tomaz argumentou que nem ele nem a empresa WT Administração foram intimados formalmente sobre a nova medida, reforçando que as transferências de ocupação foram devidamente aprovadas pela própria SPU e validadas por decisões da Justiça. O texto jurídico aponta ainda que o jogador de futebol envolvido na controvérsia anterior havia renunciado a pleitos sobre o local.
O caso ganhou repercussão pública e gerou debates políticos mais amplos sobre a regularização imobiliária e o uso de ilhas na costa brasileira, tema que atrai discussões legislativas frequentes no Congresso Nacional sobre a gestão de patrimônios da União.
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