Modernidade

Celular “mil e uma utilidades” no Japão

Oton Lima

Atualizada em 27/03/2022 às 13h52

No Brasil, celular serve para falar e, recentemente, tirar fotos, ouvir música e até acessar a Internet. A tecnologia local segue padrões utilizados na Europa e nos Estados Unidos, ainda que a passo mais lento. Mas existe um lugar no mundo onde navegar na web em alta velocidade, ler livros e até pagar por compras, tudo através do celular, é realidade faz tempo. É o Japão, onde a primeira rede comercial de telefonia móvel do mundo foi instalada em 1979. Hoje, mais de 91 milhões de pessoas têm celular no país — média de 73,9 aparelhos para cada 100 japoneses. Eles carregam livros, dinheiro, música, informação e até TV no próprio bolso.

A relação do japonês com seus telefones é intensa e profunda. Em japonês, keitai denwa significa "telefones portáteis" e existe toda uma cultura em torno do keitai. Para perceber isso vale, por exemplo, entrar em qualquer metrô ou trem (inclusive no trem-bala) de Tóquio ou Osaka, duas das maiores cidades japonesas.

Etiqueta japonesa

O vagão está cheio de gente com seus celulares em mãos, mas ninguém fala. Pega mal, segundo as regras de etiqueta locais, falar muito, mas todos ali estão fazendo alguma coisa com seu aparelho - ler um livro, navegar na web, mandar mensagens de texto e e-mails... dá até para assistir TV digital, em movimento, com o celular.

Ainda no metrô, e seguindo a etiqueta japonesa, um aviso próximo aos assentos reservados para usuários preferenciais (grávidas, deficientes físicos e idosos) adverte: "não fale no celular nesta região e deixe seu aparelho no modo silencioso”.

Nada de atrapalhar a viagem dos mais velhos - ou até mesmo daqueles que precisam descansar durante as longas travessias de Tóquio, cidade de 8,5 milhões de habitantes.

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