A série "Kingdom under fire" teve grandes momentos no Xbox em 2004 e 2005, mas sua estréia na nova geração de videogames não deve conquistar o usuário de Xbox 360.
O novo capítulo, "Circle of doom", é um RPG de ação que troca o teor estratégico consagrado nos jogos anteriores, como "The crusader" e "Heroes", por combates sem grandes emoções.
Essa mudança de gênero coloca "Circle of doom" no grupo de jogos "hack´n slash", de "esmagamento" de botões, de "Dynasty warriors" e, de certa forma, "God of war". É um terreno em que o tamanho das espadas é documento - usado para massacrar dezenas de inimigos ao mesmo tempo. O resultado em "Circle of doom", porém, fica abaixo das expectativas.
Cabe ao jogador escolher seu guerreiro entre seis personagens e atravessar florestas monótonas combatendo inimigos previsíveis. Apesar de oferecer diversas opções de armas e poderes ao jogador, a ação é repetitiva e não consegue esconder a história mal contada.
Em linha reta
São seis opções de personagens, com ataques de longo e curto alcance. As armas se dividem entre espadas, martelos, correntes e canhões e podem ser melhoradas com novos artefatos.
Os "upgrades", porém, são tão complicados quanto a simples venda e troca de itens coletados nas batalhas. Esse gerenciamento de acessórios e habilidades acontece na transição entre trechos de um mesmo território, ilustrado de maneira confusa no mapa miniatura.
Um longo caminho
"Circle of doom" segue um ritmo enigmático que não deixa claro ao jogador do que se trata a história, nem quais as motivações do herói. Cenas animadas que sofrem cortes repentinos e diálogos que se arrastam sem motivo são parte do pacote. Os cenários podem lembrar "Fable", outro RPG de Xbox - mas com metade dos detalhes e 10% da liberdade de exploração.
Por outro lado, alguns elementos do jogo sugerem que os produtores tentaram uma abordagem mais simpática do tema "guerreiros do bem partem rumo à vingança misteriosa". No inventário do herói, por exemplo, existem acessórios que tentam quebrar o clima "sério" comum em RPGs medievais: boné de beisebol, óculos escuro e penas para a cabeça. Mas também existem máscaras que reproduzem o rosto dos designers do jogo - e que não causam o efeito irônico que deveriam.
Não foi dessa vez
As diversas opções de armas e poderes que o jogador tem à disposição garantem os melhores momentos de "Circle of doom". A fórmula de usar espadas gigantescas para massacrar exércitos de pequenos homens-lagarto, afinal, sempre vai funcionar no mundo dos games.
As opções de jogo on-line podem diversificar os desafios, mas não impedem que "Circle of doom" seja apenas mais um jogo com proposta vazia e poucos momentos interessantes. Na linha do tempo da série "Kingdom under fire", será lembrado como o ponto baixo - resta torcer para que "Kingdom under fire 2", que deve sair em 2009, recupere a reputação de um belo jogo de ação e estratégia.
Clique aqui e veja fotos do jogo.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.