O comércio de telefones celulares usados está ajudando a classes mais baixas a ter acesso à telefonia móvel. De acordo com uma pesquisa realizada em todo o paÃs, o número de usuários de baixa renda cresceu 14% em um ano. Hoje, mais da metade dos brasileiros das classes D e E têm celular.
"Hoje existem aproximadamente 8 milhões de celulares de segunda mão, que chegam aos indivÃduos através desse mercado secundário. Ele é mais forte quando mais baixo o poder aquisitivo", explica a coordenadora de pesquisa Maria Andrea Murati.
Avanço
A velocidade dos lançamentos e a evolução tecnológica são responsáveis pelo avanço do mercado de aparelhos usados. No ano passado, de cada quatro celulares habilitados, um era de segunda mão.
O médico Reinaldo Nishiyama perdeu as contas de quantos celulares já comprou. “TV no telefone. Essa é a última novidade. É o que estou esperando", afirma ele. Enquanto o médico espera, outras pessoas estão na fila para comprar o aparelho velho. "Tem que ser muito rápido porque senão outra pessoa já fica de olho", conta um dos clientes.
Receita
Desde que descobriu as vantagens do mercado de segunda mão, o enfermeiro Everaldo Carvalho já comprou dois celulares. O primeiro conseguiu passar para a frente. O dinheiro ajudou a pagar um modelo mais novo, também usado.
Outra pessoa que optou por comprar aparelhos celulares de segunda mão é o técnico administrativo João Luiz Júnior. Desastrado assumido, ele já perdeu e quebrou dezenas de aparelhos. Por isso, nunca teve coragem de gastar com um novo. Há dez anos, Júnior só compra aparelhos usados. Ele apresenta sua receita sobre o que um celular usado deve ter para evitar futuras dores de cabeça: “procuro ver se está bem completinho, se tem nota fiscal, geralmente se está na caixinha, se vem com manual e carregador", ensina.
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