ANÁLISE

Mancha marrom na orla de São Luís: laudo indica que não há alteração na qualidade da água

No entanto, um estudo conduzido pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revelou a presença de Amônia e Nitrito em concentrações elevadas.

Imirante.com, com informações do G1 MA

Atualizada em 27/03/2025 às 00h14
Mancha marrom na orla de São Luís: laudo indica que não há alteração na qualidade da água.
Mancha marrom na orla de São Luís: laudo indica que não há alteração na qualidade da água.

SÃO LUÍS - A análise laboratorial da mancha marrom que surgiu recentemente em trechos da orla de São Luís não identificou mudanças na qualidade microbiológica da água, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema). Isso significa que não foram detectadas bactérias, fungos ou protozoários em níveis anormais.

No entanto, um estudo conduzido pelo Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revelou a presença de Amônia e Nitrito em concentrações elevadas. Esses compostos nitrogenados, originados da decomposição de matéria orgânica, são tóxicos e podem afetar a fauna aquática. Segundo os pesquisadores, essa alteração pode estar ligada ao escoamento das bacias hidrográficas e ao despejo de resíduos na orla.

A mudança na coloração da água e da areia foi observada nas praias de São Marcos e Calhau, com relatos de tonalidades mais escuras na espuma do mar. O fenômeno gerou preocupação entre banhistas e moradores, que ainda aguardam esclarecimentos sobre sua origem exata.
 

Possível relação com o descarte irregular de resíduos


A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) atribui a mancha ao fenômeno conhecido como Língua Negra, resultado do despejo irregular de resíduos líquidos de origem desconhecida. A companhia ressalta que esse descarte compromete a qualidade da água e do ambiente urbano, mas não tem relação com suas instalações, que são monitoradas regularmente.

Enquanto as investigações seguem, a Sema realiza novos estudos para avaliar outros parâmetros físico-químicos da água, um processo que exige mais tempo devido à metodologia de análise aplicada.

Trechos impróprios para banho

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(Reprodução/Tv Mirante)

O mais recente laudo de balneabilidade da Sema aponta que 14 dos 22 trechos analisados na Região Metropolitana de São Luís estão impróprios para banho. A última coleta, realizada em 17 de março, indicou níveis de contaminação acima do recomendado para atividades recreativas.

Confira os trechos considerados impróprios:

Praia Ponta d’Areia – Ao lado do Espigão e em frente à rampa de acesso à praia
Praia do Farol – Em frente ao Farol e ao Forte de São Marcos
Praia de São Marcos – Em frente à Praça do Pescador, à Barraca do Chef, ao Posto Guarda-Vidas, ao prédio verde com heliporto e à Banca de Jornal na Praça de Alimentação da Litorânea
Praia do Calhau – Em frente à Estação Elevatória de Esgoto 2.2 da Caema, ao Círculo Militar, à Rua Altamira, à Pousada Vela Mar, à Avenida Copacabana e à Pousada Suíça
Praia do Olho d’Água – Em frente à Rua São Geraldo, à Elevatória Iemanjá II e à casa com pirâmides no teto, antes da falésia
Praia Olho de Porco – Em frente ao Las Vegas Bar e Restaurante

Entre os pontos afetados estão locais movimentados como o Espigão Ponta d’Areia, o Posto Guarda-Vidas e a área próxima ao heliponto. A recomendação é que banhistas evitem essas áreas até que a qualidade da água seja restabelecida.

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