Paralisação

Sem circulação de ônibus, greve dos rodoviários chega ao 3º dia

Apesar de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a circulação de 80% da frota de ônibus, não há veículos nas ruas.

Imirante.com

Greve dos rodoviários chega ao terceiro dia em São Luís (MA). (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS – No terceiro dia da greve dos rodoviários, São Luís ficou sem ônibus circulando neste domingo (1º). Apesar de uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar a circulação de 80% da frota, não há veículos nas ruas desde a manhã de sexta-feira (30). Paradas ficaram vazias ao longo do dia. A paralisação afeta mais de 700 mil pessoas que dependem do transporte público na capital.

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Sem ônibus, passageiros precisaram buscar alternativas para chegar ao trabalho ou voltar para casa. Vans, carros particulares e veículos por aplicativo passaram a ser opções em diversos pontos da Grande São Luís.  A crise no sistema de transporte público é antiga. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, foram registradas pelo menos sete paralisações gerais nos últimos anos.

Há uma semana, trabalhadores da empresa Expresso Rede França, antiga 1001, iniciaram uma paralisação. Foi a terceira em menos de três meses, todas motivadas por atraso no pagamento de salários e benefícios. Agora, a greve geral também expõe impasse sobre o reajuste salarial de 2026. A categoria pede aumento de até 12%. Mesmo com mediação da Justiça, ainda não houve acordo.

No 2º dia de greve dos rodoviários, passageiros enfrentam transtornos na Grande São Luís. (Foto: Divulgação)

O Tribunal Regional do Trabalho informou que poderá aplicar multa diária de até R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários caso a decisão judicial não seja cumprida. O órgão também pode determinar bloqueio de recursos da entidade em caso de descumprimento. Os rodoviários alegam condições difíceis de trabalho. Já os empresários afirmam que o congelamento da tarifa desde 2023 pressiona os custos do sistema.

A Prefeitura de São Luís informa que está em dia com o repasse de subsídios às empresas, conforme previsto em contrato. A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) também afirmou que mantém o pagamento do subsídio estadual e cobra mais transparência nos custos do sistema. O órgão considera estranha a paralisação das linhas do semiurbano.

Sem acordo entre as partes, a população segue enfrentando transtornos e gastos extras com transporte alternativo.

Pontos principais da greve dos rodoviários do Maranhão

  • Audiência de mediação terminou sem acordo.
  • Greve geral dos rodoviários segue mantida em São Luís.
  • TRT-MA determinou retorno imediato de 80% da frota de ônibus.
  • Paralisação afeta cerca de 700 mil passageiros.
  • Nova audiência marcada para terça-feira (4), às 9h.

O que pedem os rodoviários

A categoria reivindica reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500 e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, durante a audiência foi apresentada uma contraproposta de reajuste de 12%. De acordo com o presidente, os empresários se comprometeram a discutir a viabilidade do percentual sugerido.

A greve afeta linhas urbanas e semiurbanas e deve continuar até que uma nova proposta seja apresentada. Não há previsão de retorno do serviço.

Linha do tempo mostra greves de rodoviários de 2021 a 2026 na Grande São Luís

Linha do tempo detalha greves de rodoviários nos últimos anos na Grande São Luís. (Arte: Gabrielle Siebra/Imirante.com)

São Luís e a região metropolitana enfrentam sucessivas greves no transporte público. Ao longo dos últimos anos, rodoviários cruzaram os braços em diferentes períodos, deixando a capital sem ônibus e afetando a rotina de milhares de passageiros. A atual gestão do prefeito Eduardo Braide lida com sequência de paralisações desde 2021. 

O Imirante.com preparou uma linha do tempo sobre o tema.

O histórico revela que os conflitos entre rodoviários, empresários e poder público se tornaram recorrentes durante a atual gestão, mantendo o transporte coletivo como um dos principais desafios enfrentados pela população de São Luís.

O que diz a Prefeitura Municipal

A Prefeitura Municipal de São Luís se manifestou por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) onde afirmou que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia e foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.

Leia a nota na íntegra:

"A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o compromisso do Município de São Luís com o pagamento do subsídio ao sistema de transporte público encontra-se em dia. Informa, ainda, que desde a manhã de ontem foram liberados vouchers para corridas por aplicativo aos usuários do transporte público, enquanto perdurar a greve e que serão pagos respeitando a decisão do STF.

Por fim, a SMTT espera que empresários e rodoviários cheguem a um entendimento o mais breve possível, a fim de restabelecer a regularidade do serviço de transporte público oferecido à população."

O que diz a MOB

A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informou por meio de nota que  o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. E que, as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras.

Leia a nota na íntegra:

"A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) informa que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. Esclarece que as questões trabalhistas são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.

No mais, a MOB segue em diálogo com os sindicatos e adota, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir com a retomada do serviço o quanto antes."

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