Sem ônibus urbanos

Nova audiência no TRT ocorre hoje; semiurbanos rodam, mas terminais seguem fechados

Neste sétimo dia de greve, as linhas de ônibus do sistema urbano não estão operando. Apenas os ônibus do semiurbano voltaram a circular.

Imirante.com

Atualizada em 05/02/2026 às 06h48
Semiurbanos circulam sem integração. (Foto: Leonardo Mendonça)

SÃO LUÍS - Uma nova audiência de conciliação para tentar pôr fim à greve de rodoviários ocorrerá nesta quinta-feira (5), às 9h, no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), em São Luís. 

Terminais de integração não estão funcionando

Os terminais de integração do transporte público seguem sem funcionamento em São Luís. Com isso, ônibus do sistema semiurbano realizam o embarque e desembarque de passageiros em frente aos terminais.

A situação tem gerado transtornos à população, principalmente para os usuários que dependem da integração e acabam pagando mais de uma passagem para concluir o deslocamento.

Ônibus do semiurbano estão rodando nesta quinta (5). (Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante)

MPT pede na Justiça do Trabalho aumento de 6% aos rodoviários

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou dissídio coletivo de greve contra o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), pedindo que a Justiça do Trabalho determine um reajuste salarial de 6% para encerrar a paralisação do transporte público em São Luís.

O que há de novo no processo

O documento protocolado pelo MPT no TRT da 16ª Região traz elementos inéditos em relação às decisões anteriores:

Entrada formal do MPT no mérito do conflito, pedindo que a Justiça não apenas avalie a legalidade da greve, mas também decida sobre salários e benefícios.

Reajuste provisório de 6% nos salários e no vale-alimentação, como medida emergencial para encerrar a paralisação.

Reconhecimento oficial do descumprimento das decisões anteriores que determinavam a circulação mínima de 80% da frota.

Confirmação de acordo apenas no sistema semiurbano, enquanto o sistema urbano segue totalmente parado.

Crítica direta à ausência da Prefeitura de São Luís, apontada como responsável por não viabilizar os subsídios necessários e não gerir adequadamente o transporte.

Pedido de medidas mais duras, como multa diária de R$ 100 mil e possibilidade de uso de força policial para garantir a circulação dos ônibus.

Impasse financeiro e ausência da Prefeitura

Segundo o MPT, o impasse financeiro decorre da falta de repasse de subsídios municipais, o que inviabilizou acordo para o sistema urbano. Apenas o sistema semiurbano conseguiu avançar nas negociações.

O órgão também destacou que a Prefeitura de São Luís, como poder concedente, deveria ter papel ativo na solução, mas não tem participado efetivamente das negociações.

Escalada no conflito

O pedido do MPT marca uma escalada no conflito, já que vai além da determinação de circulação mínima da frota. Agora, a Justiça é chamada a decidir sobre reajuste salarial e benefícios, medida que pode encerrar a greve por decisão judicial.

Audiência anterior no TRT

Na última audiência de conciliação, realizada na terça-feira (3), ficou decidido pelo encerramento da greve no sistema semiurbano, que atende Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

Participaram das negociações representantes das empresas, dos trabalhadores e do poder público, entre eles o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), Paulo Pires; o presidente do Sindicato dos Rodoviários (STTREMA), Marcelo Brito; além de representantes da Prefeitura de São Luís, da Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e do Ministério Público do Trabalho no Maranhão.

Ônibus semiurbanos voltam a circular após paralisação momentânea

Os ônibus semiurbanos voltaram a circular na Grande São Luís após uma paralisação momentânea realizada por rodoviários na manhã desta quarta-feira (4). A interrupção ocorreu poucas horas depois do retorno das atividades, que havia sido definido após acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16).

Os rodoviários do sistema semiurbano haviam retomado o trabalho após aceitarem uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, apresentada pela classe patronal. No entanto, parte da categoria afirmou não concordar com o percentual e decidiu cruzar os braços novamente como forma de protesto.

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