O grito da vitória

Quem é a caloura de Medicina da Uema que viralizou ao celebrar aprovação com a família

Veja a trajetória de Sara Paiva Castro, que aos 21 anos foi aprovada na Uema, no curso de Medicina, após rotina de 7 a 8 horas diárias de estudos.

Imirante.com

Atualizada em 05/02/2026 às 10h42

SÃO LUÍS - O choro de alívio e os gritos de alegria de uma família que balançaram as redes sociais nesta semana têm nome e endereço: Sara Paiva Castro, de 21 anos, moradora do Parque dos Nobres, em São Luís, caloura de Medicina. O vídeo que mostra a reação da jovem e de sua família ao descobrir a aprovação no vestibular da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) emocionou internautas e sintetiza uma jornada de muitos estudos e disciplina.

A divulgação do resultado do Paes 2026 na última segunda-feira (2) marcou o início de uma nova fase para a estudante. “Eu recebi esse resultado um dia depois do meu aniversário”, contou Sara ao Imirante.com.

A jornada de Sara até a lista de aprovados da Uema

A aprovação não veio por acaso. Sara, aprovada em segundo lugar com nota 10 na redação, conta que mantinha uma rotina rigorosa, estudando entre 7h e 8h diárias, chegando a atingir a marca de 10 horas de estudo. No cursinho, onde estudou nos últimos dois anos, ela se tornou figura carimbada na papelaria.

"Fiquei conhecida como a menina que mais imprimia prova. Era quase todo dia, especialmente na reta final", relembra Sara, rindo da fama de "fã de simulados".

O método, orientado por mentores, era focado em encarar o erro de frente: ela resolvia cerca de 100 questões por dia através de plataformas digitais e simulados semanais.

Como a convivência com a família e a fé ajudaram jovem maranhense a ser aprovada

Estudante comemora aprovação na Uema. (Foto: Reprodução)

Embora suas notas em anos anteriores permitissem o ingresso em outros cursos, Sara manteve o foco no seu objetivo principal. No entanto, o terceiro ano de cursinho trouxe o peso da cobrança interna e externa. Para equilibrar a mente, a estudante recorreu à espiritualidade.

No dia do exame, mesmo com o barulho de uma partida de futebol ao lado do local de prova, Sara manteve a calma. "Orei muito. Naqueles 30 minutos de espera antes do início, senti Deus me lembrando de toda a minha trajetória. Saí da prova com a sensação de dever cumprido", afirma.

Mas qual o segredo para não "pifar"? Diferente de muitos vestibulandos que optam pelo isolamento total, Sara buscou refúgio no convívio com pessoas. Além da rede de apoio familiar, ela frequentava treinos funcionais três vezes por semana para exercitar o corpo e conversar sobre assuntos que não envolvessem fórmulas de física ou regras de gramática — suas maiores dificuldades.

"Muitas pessoas se isolam nesse processo e, graças a Deus, eu não me isolei. Lia no tempo livre e gostava mais de conversar. Sempre que tinha algum tempo eu conversava com alguém como lazer e o prazer de estar com a pessoa", explica. “Eu lidava com a ansiedade e a pressão entregando tudo nas mãos de Deus, sempre orei e fiz minha devocional, sempre orava ao senhor para ele conduzir minha caminhada, especialmente nesse ano de cursinho que era o meu 3º ano! Foi muito difícil, mas o Senhor Jesus me sustentou”, completa.

Hoje, com o nome na lista de aprovados e um vídeo viral que celebra o final de um ciclo, Sara deixa uma lição para quem ainda está nos livros: a aprovação é uma mistura de estratégia, apoio de quem amamos e, acima de tudo, a resiliência de quem não desiste no primeiro "quase".

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