CPMI do INSS

CPMI do INSS cancela sessão após STF liberar presidente da Contag de depor

Sessão da CPMI do INSS foi cancelada após decisão do STF que tornou facultativo depoimento do presidente da Contag; comissão investiga fraudes contra aposentados.

Ipolítica, com informações do g1

CPMI do INSS cancela sessão após decisão do STF que liberou presidente da Contag de comparecer. Comissão investiga fraudes contra aposentados. (Fellipe Sampaio / STF)

BRASÍLIA – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS cancelou a sessão marcada para esta segunda-feira (16) após decisão do Supremo Tribunal Federal que tornou facultativo o comparecimento do presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). A CPMI do INSS pretendia ouvir o dirigente como parte das investigações sobre fraudes e descontos indevidos em benefícios.

O depoimento de Aristides Veras dos Santos estava previsto para esta manhã, mas a decisão judicial retirou a obrigatoriedade de comparecimento.

Decisão do STF na CPMI do INSS

Na decisão, o ministro André Mendonça determinou que o convocado não é obrigado a depor na CPMI do INSS, podendo decidir se comparece ou não à comissão.

“Defiro parcialmente o pedido formulado para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo do investigado a decisão de comparecer, ou não, à CPMI-INSS”, diz o despacho.

O ministro também garantiu que, caso decida comparecer, o dirigente poderá permanecer em silêncio, ser acompanhado por advogado e não será obrigado a assumir compromisso de dizer a verdade.

Sessão cancelada após decisão

Com a decisão, a sessão da CPMI do INSS foi cancelada antes da oitiva. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, deve se manifestar sobre o assunto.

No despacho, o ministro afirmou que tem adotado o mesmo entendimento em outros pedidos relacionados às investigações sobre irregularidades no INSS.

Segundo a decisão, a Corte já reconheceu em casos semelhantes o direito de investigados não serem obrigados a comparecer.

Pedido para prorrogar a comissão

O presidente da CPMI do INSS também entrou com pedido no Supremo para prorrogar o funcionamento da comissão, que tem prazo para encerrar os trabalhos no dia 28.

No recurso, o senador argumentou que ainda é necessário ouvir várias pessoas apontadas como centrais nas investigações.

Ele citou dirigentes da Contag, autoridades e parlamentares mencionados em reportagens sobre suposto esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas.

Segundo o pedido, a continuidade dos depoimentos é considerada essencial para concluir a apuração.

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