DANO AMBIENTAL

Justiça condena Prefeitura, Estado e CAEMA por poluição do Rio Gangan em São Luís

Decisão obriga recuperação ambiental, fim do esgoto irregular e indenização após rio ser considerado “esgoto a céu aberto” pelo Judiciário.

Ipolítica

Justiça condena Prefeitura, Estado e CAEMA por poluição do Rio Gangan e determina recuperação ambiental e pagamento de indenização. (Foto: Liliane Cutrim/Imirante.com)

SÃO LUÍS - A Justiça condenou o Município de São Luís, o Estado do Maranhão e a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) por danos relacionados à poluição do Rio Gangan, localizado na capital maranhense.

A decisão determina a adoção de medidas para conter a degradação ambiental e recuperar a área afetada, incluindo a elaboração de um projeto técnico para despoluição do rio.

Projeto para recuperação do Rio Gangan

De acordo com a sentença, os réus deverão apresentar um Projeto Executivo de Engenharia de Saneamento, Recuperação e Drenagem no prazo de 90 dias.

O plano deve prever:

  • Despoluição do Rio Gangan
  • Recuperação da mata ciliar
  • Ampliação da rede de esgoto
  • Eliminação de lançamentos irregulares

Após a aprovação judicial, a execução deverá começar em até 30 dias e ser concluída no prazo máximo de dois anos.

Medidas imediatas contra a poluição do Rio Gangan

O juiz Douglas de Melo Martins determinou ainda que os réus interrompam imediatamente o despejo de esgoto sem tratamento no rio.

A decisão atende a uma ação do Ministério Público, que apontou danos causados pelo lançamento irregular de esgoto e pela retirada da vegetação nas margens.

Indenização e fiscalização

Além das medidas ambientais, a sentença fixa o pagamento de R$ 150 mil por dano moral coletivo ao Fundo Estadual de Proteção dos Direitos Difusos.

Também foi determinado que:

  • Município e Estado implementem fiscalização contínua
  • Sejam adotadas ações de educação ambiental na região
  • Haja controle para evitar novas fontes de poluição

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil.

“Esgoto a céu aberto”, diz juiz

Na decisão, o magistrado afirmou que a poluição do Rio Gangan transformou o local em um “esgoto a céu aberto”, com impactos diretos na saúde pública e no meio ambiente.

Segundo o juiz, a situação resultou em proliferação de doenças, mau cheiro e perda de um patrimônio ambiental da comunidade.

A degradação ambiental, nesta magnitude, transcende os meros aborrecimentos individuais”, destacou na sentença.

Impactos ambientais e sociais

Com cerca de 1.700 metros de extensão, o Rio Gangan sofre há anos com problemas estruturais de saneamento.

A decisão judicial reconhece que a poluição do Rio Gangan representa uma violação ao direito ao meio ambiente equilibrado e à dignidade da população local, reforçando a necessidade de intervenção urgente.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.