BRASIL - Nesta quarta-feira (23), o Brasil aumenta o som para celebrar o Dia Nacional do Choro. Mas não se engane pelo nome: o gênero, que nasceu nas ruas do Rio de Janeiro no século XIX, está longe de ser triste. Com uma mistura vibrante de técnica, improviso e aquele "balanço" que só a gente tem, o chorinho é o avô do samba e a base de tudo o que ouvimos hoje.
O choro é o resultado de um "match" improvável que deu muito certo: a elegância dos ritmos europeus (como a polca e a valsa) com a energia e o batuque das influências africanas. O resultado? Uma sonoridade rica, onde o virtuosismo encontra a leveza das rodas de bar.
Veja os ícones do Choro
Não dá para falar de choro sem citar os gigantes que transformaram o gênero em patrimônio nacional:
Pixinguinha: O mestre supremo que deu cara ao estilo. O Dia do Choro é comemorado em 23 de abril justamente por ser a data de nascimento de Pixinguinha.
Chiquinha Gonzaga: A maestrina que quebrou barreiras e trouxe o piano para a roda.
Jacob do Bandolim: O mestre das cordas que elevou a técnica ao nível máximo.
Esses ícones não só fizeram história, como abriram caminho para que a Bossa Nova e o Samba pudessem existir décadas depois.
Rodas de Choro
A verdadeira essência do choro está na coletividade. Diferente de um concerto rígido, o choro brilha nas rodas informais. Flauta, violão de 7 cordas, cavaquinho e pandeiro se "entendem" em um diálogo musical onde o improviso é quem manda. É técnico, acessível e democrático.
Choro em São Luís
Engana-se quem pensa que o gênero vive só de passado ou apenas no Rio de Janeiro. Aqui em São Luís, a cena resiste e encanta! A tradição se mantém viva em rodas espalhadas pelo Centro Histórico e em bairros tradicionais.
Embora mais discreta, a cena do choro na capital maranhense é movida por músicos apaixonados que garantem que o som do bandolim continue ecoando em nossas praças e bares, apresentando o gênero para as novas gerações.
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