polêmica

Juliano Cazarré lança curso sobre masculinidade e divide opiniões entre atrizes

Projeto “O Farol e a Forja”, voltado a homens, propõe imersão em liderança e espiritualidade, mas é criticado por artistas.

Na Mira

Atualizada em 22/04/2026 às 13h38
Juliano Cazarré lança curso sobre masculinidade e divide opiniões entre atrizes. (Foto; Reprodução/Instagram)
Juliano Cazarré lança curso sobre masculinidade e divide opiniões entre atrizes. (Foto; Reprodução/Instagram)

BRASIL - O ator Juliano Cazarré anunciou um novo projeto que rapidamente saiu do campo da divulgação para o centro de um debate nas redes sociais. Trata-se do curso presencial “O Farol e a Forja”, descrito como o “maior encontro de homens do Brasil” e voltado à discussão de temas como liderança, paternidade e espiritualidade cristã.

Previsto para acontecer entre os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo, o evento foi apresentado pelo ator com uma frase que chamou atenção: “Ele sabia que ia apanhar. E criou o evento mesmo assim”. A proposta, no entanto, provocou reações de colegas de profissão, especialmente atrizes, que questionaram o discurso associado à iniciativa, levando em consideração a alta do conservadorismo no país. 

Proposta do curso e foco em espiritualidade

Dividido em três dias, o cronograma do curso aborda diferentes dimensões da vida masculina. O primeiro dia é dedicado à vida profissional e à construção de legado. O segundo trata da vida pessoal, incluindo saúde e hábitos. Já o terceiro é voltado à chamada “vida interior”, com foco em masculinidade, cristianismo, prática de oração e celebração da missa.

Segundo a divulgação, o objetivo é ajudar homens a compreenderem seu papel em uma sociedade que, na visão apresentada pelo projeto, estaria desamparando a figura masculina. A proposta também menciona uma espécie de “batalha espiritual” e reforça a ideia de responsabilidade individual dentro desse contexto.

Críticas de atrizes à Juliano Cazarré

A repercussão foi imediata. Nomes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda criticaram o conteúdo do projeto, apontando que o discurso pode reforçar estruturas machistas e desconsiderar o cenário de violência de gênero no Brasil.

Em comentário direto ao ator, Marjorie Estiano afirmou que a proposta não seria inédita, mas sim a reprodução de um discurso já difundido e, segundo ela, prejudicial. Claudia Abreu destacou o contexto do Brasil: "Num país com recorde de feminicídios...", enquanto Elisa Lucinda teve sua posição endossada por Guta Stresser, que pediu cautela no uso de referências religiosas.

Outras atrizes, como Julia Lemmertz e Betty Gofman, também manifestaram preocupação com o impacto da iniciativa.

Até o momento, Juliano Cazarré não respondeu individualmente às críticas.

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