dia da visibilidade bissexual

De Loki a Arlequina: 8 personagens bissexuais que marcaram a cultura pop

No Dia da Visibilidade Bissexual, listamos 8 personagens bissexuais de séries e filmes que se tornaram grandes ícones de representatividade pop atual.

Na Mira

- Atualizada em 23/09/2026 às 13h58
De Loki a Arlequina: 8 personagens bissexuais que marcaram a cultura pop.
De Loki a Arlequina: 8 personagens bissexuais que marcaram a cultura pop. (Reprodução/TJPR)

MUNDO - A bissexualidade pode aparecer na ficção de diferentes formas. Para alguns personagens, faz parte de um processo de descoberta e aceitação; para outros, é apresentada como uma característica da própria identidade, sem que a história precise transformá-la em um grande acontecimento.

Na cultura pop, personagens bissexuais também ajudaram a ampliar as possibilidades de representação LGBTQIA+, mostrando que não existe uma única maneira de vivenciar ou compreender a própria orientação.

Nesta terça-feira (23), Dia da Visibilidade Bissexual, o Na Mira relembra oito personagens de séries, animações, quadrinhos e outras produções que se tornaram referências para o público.

Rosa Diaz, de Brooklyn Nine-Nine

Interpretada por Stephanie Beatriz, Rosa Diaz é uma das personagens centrais de Brooklyn Nine-Nine. Reservada e independente, ela demora a compartilhar aspectos de sua vida pessoal com os colegas de delegacia.

A bissexualidade de Rosa é apresentada ao longo da série como parte de seu processo de se entender e falar sobre si mesma. A produção também mostra como a personagem lida com a reação das pessoas próximas depois de revelar sua orientação.

A história de Rosa ganhou importância justamente por não resumir a personagem à sua sexualidade. Ela continua sendo a policial durona, misteriosa e extremamente competente que o público já conhecia.

Korra, de A Lenda de Korra

Protagonista de A Lenda de Korra, a Avatar enfrentou ameaças políticas, conflitos espirituais e desafios pessoais ao longo da animação. Sua trajetória afetiva também se tornou um marco para a representação LGBTQIA+ na animação.

A relação entre Korra e Asami ocupa um espaço importante na história e, posteriormente, as duas passam a ser apresentadas como um casal. A confirmação da relação aconteceu no encerramento da série, em 2014, em um momento em que representações desse tipo ainda eram menos comuns em produções voltadas ao público jovem.

A história das duas continuou nos quadrinhos publicados após o fim da animação.

Nick Nelson, de Heartstopper

Nick Nelson é um dos protagonistas de Heartstopper e passa boa parte da primeira temporada tentando entender os próprios sentimentos.

A descoberta de sua bissexualidade é um dos principais conflitos pessoais do personagem. A série acompanha esse processo sem tratar a orientação como uma simples revelação, mostrando também as dúvidas, inseguranças e conversas que fazem parte da construção da identidade de Nick.

A trajetória do personagem ajudou Heartstopper a abordar a bissexualidade entre adolescentes de maneira mais direta, especialmente ao mostrar que descobrir a própria orientação pode ser um processo diferente para cada pessoa.

Luz Noceda, de The Owl House

Luz Noceda é a protagonista de The Owl House, animação da Disney criada por Dana Terrace. Curiosa e determinada, ela descobre um mundo mágico depois de atravessar um portal e acaba vivendo uma série de aventuras nas Ilhas Escaldadas.

Ao longo da produção, Luz também vive um romance com Amity Blight. A personagem foi apresentada como bissexual, tornando-se uma das protagonistas bi de maior destaque em uma animação da Disney.

Assim como acontece com outros personagens da lista, a orientação de Luz não é a única característica que define sua personalidade. Ela faz parte da personagem enquanto a narrativa também desenvolve sua relação com a família, a magia e o próprio amadurecimento.

Jesper Fahey, de Sombra e Ossos

Nos livros de Leigh Bardugo e na adaptação de Sombra e Ossos, Jesper Fahey se destaca pelo humor, pela habilidade com armas e pelo jeito impulsivo.

Sua bissexualidade faz parte da construção do personagem e também de sua vida afetiva dentro do universo da história. Na série da Netflix, a sexualidade de Jesper aparece integrada à narrativa, sem que isso elimine outras dimensões de sua personalidade.

O personagem também ganhou destaque entre os fãs da franquia justamente por combinar uma representação LGBTQIA+ com uma personalidade que não é construída exclusivamente em torno de sua orientação.

Arlequina, da DC

Arlequina passou por diferentes fases desde sua criação para Batman: A Série Animada, em 1992. A personagem também teve sua sexualidade explorada de maneiras diferentes ao longo das décadas.

Nos quadrinhos e em outras produções da DC, sua relação com Hera Venenosa ganhou espaço até se consolidar como um dos relacionamentos mais conhecidos entre personagens LGBTQIA+ dos quadrinhos.

A bissexualidade de Arlequina foi oficialmente reconhecida pela DC em 2020, quando a editora passou a destacar a personagem como parte da representação LGBTQIA+ em seu universo.

Loki, da Marvel

Loki é um dos personagens mais antigos e conhecidos da Marvel, mas sua representação ganhou uma nova dimensão na série do Disney+, protagonizada por Tom Hiddleston.

Na produção, o personagem afirma ser bissexual durante uma conversa com Sylvie. A cena chamou atenção por levar para o Universo Cinematográfico da Marvel uma característica que já fazia parte de diferentes interpretações do personagem nos quadrinhos e na mitologia que serviu de inspiração para sua construção.

A própria narrativa de Loki também trabalha a ideia de identidade de maneiras que vão além da sexualidade, algo que combina com a história de um personagem associado a diferentes formas e versões de si mesmo.

Ramona Flowers, de Scott Pilgrim

Ramona Flowers é uma das personagens mais conhecidas de Scott Pilgrim. Criada por Bryan Lee O'Malley para os quadrinhos, ela ganhou novas versões em Scott Pilgrim contra o Mundo e, mais recentemente, na animação Scott Pilgrim: A Série.

A personagem também se tornou uma referência para leitores e espectadores bissexuais. Sua história mostra como uma personagem pode ter sua orientação integrada à narrativa sem precisar transformar sua sexualidade no único conflito de sua trajetória.

Entre diferentes versões de Scott Pilgrim, Ramona continua sendo uma personagem marcada por relações, escolhas e contradições próprias, muito além de sua vida amorosa.

Representação que vai além dos romances

Personagens bissexuais não precisam seguir um mesmo modelo para serem representativos. Alguns passam por um processo explícito de descoberta; outros já chegam à história sabendo quem são. Há também aqueles cuja orientação aparece principalmente nas relações que constroem ao longo da narrativa.

Essa variedade importa porque ajuda a afastar a ideia de que a bissexualidade precisa ser comprovada por experiências ou pela quantidade de relacionamentos de uma pessoa. Na ficção, assim como na vida real, orientação sexual não se resume a uma lista de parceiros.

Ao colocar personagens bissexuais em diferentes histórias, gêneros e universos, a cultura pop também amplia as possibilidades de identificação do público. E, para além dos romances, esses personagens continuam sendo heróis, vilões, amigos, protagonistas, coadjuvantes e pessoas com histórias próprias.

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