MUNDO - Três décadas depois de chegar ao Game Boy, Pokémon deixou de ser apenas um videogame para se tornar um fenômeno cultural global. A franquia criada por Satoshi Tajiri completa 30 anos cercada de números gigantes, novos projetos e, principalmente, uma base de fãs que atravessa gerações de quem trocava monstrinhos pelo cabo link a quem hoje joga no celular.
O que começou em 1996, com dois cartuchos e 151 criaturas para capturar, virou um império multimídia avaliado em cerca de US$ 147 bilhões. Só em 2025, a marca arrecadou US$ 12 bilhões com licenciamento, de brinquedos e roupas a colaborações de luxo. Pikachu e companhia hoje estampam de tudo: de material escolar a joias.
De caçar insetos ao maior fenômeno dos games
A ideia nasceu de um hábito simples. Tajiri gostava de capturar insetos quando criança e transformou essa memória em uma proposta de jogo baseada em coletar, treinar e trocar criaturas, os “Pocket Monsters”.
O resultado foram Pokémon Red and Green, desenvolvidos pela Game Freak e publicados pela Nintendo. A troca de Pokémon pelo cabo link incentivava a interação entre jogadores, algo raro na época, e ajudou o título a explodir de popularidade.
Com mecânicas acessíveis, mas batalhas estratégicas, os jogos conquistaram tanto iniciantes quanto fãs mais dedicados. Hoje, são quase 500 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.
O anime que formou uma geração
Se os games abriram caminho, o anime transformou Pokémon em paixão coletiva. A série acompanhando Ash Ketchum e Pikachu virou um marco de infância para muita gente, inclusive no Brasil, onde estreou em 1999.
Vieram filmes, brinquedos, álbuns de figurinha e o fenômeno das cartas colecionáveis, hoje vendidas em cerca de 90 países. A trilha sonora de Junichi Masuda também ajudou a eternizar a experiência.
E o mais curioso: com 1.025 criaturas catalogadas até agora, praticamente todo mundo tem “seu” Pokémon favorito. Pesquisas com fãs mostram que 99% dos monstrinhos é o número um de alguém.
Uma marca que continua evoluindo
Mesmo aos 30, Pokémon não vive só de nostalgia. A The Pokémon Company reforça que a missão segue a mesma, conectar pessoas pelo mundo por meio dos jogos.
Entre as novidades está o projeto Pokémon Ondas e Pokémon Ventos, que inaugura a décima geração da franquia. A proposta inclui novas criaturas, regiões inspiradas em ambientes marítimos e foco em exploração, resgatando o espírito de aventura do começo.
Os títulos também chegam com suporte ao português do Brasil, ampliando a acessibilidade para jogadores locais, ao lado de experiências como Pokémon GO, Pokémon UNITE e o card game digital.
Trinta anos depois, a Pokébola ainda funciona
Poucas franquias conseguem atravessar três décadas sem perder relevância. Pokémon conseguiu algo ainda mais difícil: continuar conquistando crianças enquanto mantém adultos que cresceram tentando capturar todos.
Entre batalhas, trocas de Pokémons e aquela musiquinha clássica tocando na cabeça, a sensação de que a aventura está só começando e sempre tem mais um Pokémon para descobrir, permanece a mesma.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.