MUNDO - Enquanto a bola rola entre Brasil e Escócia pela Copa do Mundo nesta quarta-feira (24), muitos torcedores conhecem pouco sobre o país que estará do outro lado do campo. Com pouco mais de 5 milhões de habitantes, a nação que integra o Reino Unido carrega tradições centenárias, símbolos culturais reconhecidos em todo o mundo e uma identidade que vai muito além do futebol.
Embora a seleção escocesa nunca tenha ultrapassado a primeira fase de uma Copa do Mundo, o país mantém uma relação intensa com o esporte. Ao mesmo tempo, é conhecido internacionalmente por elementos como o kilt, a gaita de fole, a produção de uísque e a paixão por esportes tradicionais britânicos.
O país da famosa "saia" masculina
Um dos símbolos mais conhecidos da Escócia é o kilt, peça tradicional masculina confeccionada em tecido xadrez.
Usado há séculos, o traje surgiu como uma forma de proteção contra o frio das Terras Altas escocesas e acabou se transformando em um importante símbolo de identidade nacional. Durante o século XVIII, chegou a ser proibido pelo governo britânico após a Batalha de Culloden, numa tentativa de enfraquecer a cultura local.
A medida não durou para sempre. Com o passar dos anos, o kilt voltou a ganhar força e hoje é usado em casamentos, cerimônias e eventos oficiais.
Outro elemento fortemente associado ao país é a gaita de fole.
Embora o instrumento não tenha surgido originalmente em território escocês, foi na Escócia que ele se tornou um dos principais símbolos culturais. Historicamente, seu som era utilizado para orientar tropas em batalhas e cerimônias militares. Atualmente, apresentações de gaita de fole fazem parte de festivais, desfiles e celebrações tradicionais espalhadas pelo país.
Muito além do uísque
Quando se fala em bebida escocesa, o uísque costuma ser a primeira referência. A produção local é considerada uma das mais tradicionais do mundo e movimenta uma indústria bilionária.
Apesar da fama internacional da bebida destilada, a cerveja ocupa um espaço importante no cotidiano dos escoceses. Pubs e bares fazem parte da vida social do país, e uma prática bastante comum é o chamado "half and half", combinação que reúne uma dose de uísque e um copo de cerveja.
Futebol divide espaço com outros esportes
Embora o futebol seja popular, ele não reina sozinho na Escócia. O rúgbi possui grande tradição e frequentemente mobiliza torcedores em competições internacionais. O país também reivindica o título de berço do golfe moderno, esporte que continua atraindo milhares de praticantes e turistas todos os anos.
Mesmo assim, poucas rivalidades esportivas no mundo são tão intensas quanto a que envolve os clubes Celtic e Rangers, de Glasgow. O confronto entre as equipes ultrapassa o futebol e carrega aspectos históricos, religiosos e sociais.
Um adversário que cresceu admirando o Brasil
Apesar da rivalidade dentro de campo, a Seleção Brasileira desperta admiração entre muitos escoceses.
O técnico Steve Clarke já declarou que suas primeiras lembranças de Copa do Mundo envolvem o Brasil tricampeão de 1970, considerado por muitos uma das maiores equipes da história do futebol.
Entre jogadores e torcedores, a Seleção continua sendo vista como um dos símbolos do Mundial. Nesta quarta-feira (24), porém, a admiração ficará de lado por 90 minutos. Pelo menos até o apito final.
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