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Amy ReggaeHouse

Cantora baiana incorpora Amy Winehouse com maestria

Além do projeto reverenciando a inglesa Amy Winehouse, a cantora, compositora e instrumentista, Clariana investe em sua carreira autoral, revelando composições que transitam entre soul, reggae, MPB e música pop

Pedro Sobrinho

- Atualizada em 23/08/2026 às 19h43

Amy Winehouse morreu em 23 de julho de 2011, aos 27 anos, vítima de intoxicação alcoólica acidental. Sua morte a inseriu no famoso e trágico "Maldição do Clube dos 27", um mito urbano ou uma lenda urbana que agrupa músicos e artistas geniais que morreram precocemente nessa mesma idade. O guitarrista Jimi Hendrix, a cantora Janis Joplin, o vocalista do The Doors, Jim Morrison, Kurt Cobain, ícone do movimento grunge e líder do Nirvana, e Brian Jones, um dos fundadores da banda Rolling Stones, são alguns dos artistas que fazem parte da lista. Em comum, talento de sobra e consumo excessivo de drogas e álcool.

Clariana: cantora, compositora e instrumentista baiana
Clariana: cantora, compositora e instrumentista baiana

Amy morre para se tornar uma mártir, ícone de uma juventude rebelde e confusa. Uma artista ousada, polêmica, com sua voz indiscutivelmente marcante, uma diva do jazz branca. Mas para os fãs do rock, uma constatação que volta a roda é irresistí­vel de ser debatida: mais um gênio da música pop que se vai deixando um legado meteórico com dois discos Frankie (2003) e Back To Black (2006), imortalizados com músicas viscerais e cheias de verdade.

E como um cara sempre curioso e ávido por música sai de casa nesse sábado (22), fui até ao The Rock e lá tive o privilégio de assistir o show da cantora, compositora e instrumentista Clariana. Como uma baiana da gema colocou o seu tempero e transformou a paixão por Amy Winehouse em um dos projetos musicais mais elogiados do país: o Amy Reggaehouse. Criado em Salvador, o show mistura reggae, soul e brasilidade em releituras únicas da obra da artista britânica e foi reconhecido pelo The Winehouse Awards - premiação organizada pela família de Amy - como o melhor tributo do mundo.

Muito além de uma homenagem, o projeto se tornou um fenômeno afetivo e estético, conquistando plateias diversas e viralizando nas redes. Com arranjos originais, a cantora Clariana encontrou um caminho próprio para celebrar Amy sem perder sua baianidade

Ao conversar com a plateia durante o show, Carliana disse que a sua trajetória vai além do tributo: a artista também investe em sua carreira autoral, revelando composições que transitam entre soul, reggae, MPB e música pop.

Com passagens por festivais nacionais - incluindo o recente The Town, em São Paulo, onde apresentou o projeto em uma versão inédita ao lado de big band -, turnês independentes e projetos audiovisuais, Clariana vive um momento de expansão. Seja à frente do Amy Reggaehouse ou em sua produção autoral, a artista se firma como um dos nomes mais originais da cena brasileira contemporânea - cruzando fronteiras, ritmos e públicos com personalidade.
 


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