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PH: Perda de tempo na TV

E mais: Lula e Flávio em São Luís

PH

- Atualizada em 19/10/2026 às 12h38
Lula e Flávio Bolsonaro protagonizaram um debate cansativo, chato e inútil na TV Bandeirantes
Lula e Flávio Bolsonaro protagonizaram um debate cansativo, chato e inútil na TV Bandeirantes

 

Perda de tempo na TV

Se depender do debate na TV Bandeirantes, abstenção, votos nulos e votos em branco devem crescer no segundo turno da eleição presidencial. O nível do confronto a que os brasileiros assistiram na noite de domingo (18) foi um dos mais lamentáveis da história do Brasil.

Frente a frente, Lula e Flávio Bolsonaro protagonizaram um debate cansativo, chato e inútil. É improvável que tenham conseguido alguma troca de voto. No máximo, os dois candidatos conseguiram aumentar o contingente de eleitores dispostos a votar em branco ou anular o voto ou ficar em casa no dia 25 de outubro.

Em vez de propostas factíveis, baseadas na realidade do Brasil, o que preponderou foram os ataques de parte a parte, com um candidato acusando o ouro de mentir – e ignorando as perguntas do adversário. A melhor parte foi o intervalo, com o apelo do Unicef pedindo ajuda para as crianças que passam fome no mundo.

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A batalha de rejeições, já verificada no primeiro turno, se intensificou com os dois candidatos querendo mostrar que o outro é pior. Lula perdeu tempo demais tentando arrancar de Flávio uma resposta comprometedora sobre sua relação com Daniel Vorcaro, a quem teria pedido R$ 134 milhões. Flávio, da mesma forma, insistiu em arrancar de Lula uma resposta comprometedora sobre Roberta Luchsinger, a amiga lobista de seu filho Lulinha.

O presidente disse que Roberta é assunto para a Polícia Federal e Flávio seguiu no assunto como se todos os espectadores tivessem assistido à entrevista de Roberta à CNN na noite de sábado (17). Quem não assistiu, ficou boiando.

Mesmo nas perguntas da produção, as respostas foram vagas e em alguns casos sem fundamento. Teve momento 5ª série, deboche, cara de mau, tentativa de atrapalhar o concorrente. E o eleitor em casa? Foi tratado como um tolo, em generalizações que desconsideraram o Brasil real.

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Em quase duas horas de debate, nenhuma vírgula sobre educação. Faltaram ideias sobre como elevar a qualidade da educação básica, como valorizar professores, como evitar um apagão de professores no futuro, como garantir que os adolescentes concluam o Ensino Médio, saiam da escola preparados para exercer uma profissão ou cursar o Ensino Superior.

Flávio atingiu o objetivo de atrapalhar o adversário caminhando atrás de Lula enquanto falava. A plateia também contribuiu para piorar o que já estava ruim, fazendo manifestações que obrigaram os mediadores a intervir pedindo silêncio.

No final do debate, os empresários José Carlos Salgueiro e José Benedito Ribeiro, que acompanharam a “discussão de comadres” enquanto degustavam uma uma taça e outra de um tinto português no restaurante Cabana do Sol, cravaram a mesma opinião: “Faltou educação, faltou civilidade, faltou respeito. O Brasil poderia ter passado sem esta”.

No debate na Band, o eleitor foi tratado como um tolo, em generalizações que desconsideraram o Brasil real. Faltou educação, faltou civilidade, faltou respeito
No debate na Band, o eleitor foi tratado como um tolo, em generalizações que desconsideraram o Brasil real. Faltou educação, faltou civilidade, faltou respeito

Lula e Flávio em São Luís

São Luís tem dois atos políticos previstos para esta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem agenda marcada para esta terça-feira (20), às 10h, com uma caminhada pelo Centro Histórico da capital maranhense.

A concentração será no Largo do Carmo, com passagem pela Rua Magalhães de Almeida e chegada prevista à Avenida Guaxenduba.

A mobilização deve contar com a presença de lideranças políticas do Maranhão, entre elas o governador Carlos Brandão (MDB) e as senadoras Ana Paula Lobato (PSB) e Eliziane Gama (PT). O senador eleito André Fufuca (PP) também é aguardado no evento.

Para quarta-feira (21), está previsto um ato de campanha ligado ao PL, com concentração a partir das 17h, na Praça Maria Aragão. A participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) foi confirmada pelos organizadores.

Já a presença de Flávio Bolsonaro (PL) ainda não havia sido confirmada até o momento da divulgação das informações.

Controle e avaliação

O setor de Laboratório e Qualidade da Granorte Mineração realizou ensaios quadrimestrais exigidos pela Vale, com acompanhamento de profissionais da VLL. A atividade integra os procedimentos de controle e avaliação dos materiais fornecidos pela empresa, garantindo o cumprimento dos requisitos técnicos estabelecidos.

De acordo com a Diretoria da Granorte, os resultados dos testes confirmaram que os materiais estão em conformidade com os padrões de qualidade exigidos. A avaliação, ainda segundo a Diretoria, reforça a importância do monitoramento periódico e da realização de ensaios técnicos para assegurar a confiabilidade dos produtos e a consistência dos processos de produção.

Pedro Salgueiro, da Diretoria da Granorte Mineração, frisa que essa iniciativa reafirma o compromisso da Granorte Mineração com a qualidade, a excelência operacional e o atendimento aos critérios estabelecidos por seus parceiros.

DE RELANCE

O mal-estar europeu

De novo, a banlieue francesa ruge. Em francês, banlieue significa periferia, subúrbio. São territórios que concentram tensões, como o desemprego, a discriminação racial, a relação entre jovens e policiais e as dificuldades de integração social.

Não raro, os protestos começam com a morte de estudantes durante abordagens policiais. O estopim costuma fazer aflorar feridas relacionadas à imigração, à identidade nacional, à desigualdade e à integração.

As manifestações na França, que se estendem à Espanha, à Bélgica e à Itália, têm diferentes origens e atingem governos de distintas orientações políticas: o de Emmanuel Macron (centro), na França; o de Bart De Wever (direita), na Bélgica; o de Giorgia Meloni (direita), na Itália; e o de Pedro Sánchez (esquerda), na Espanha.

O contrato social europeu está sob pressão.

O mal-estar europeu...2

Durante décadas, a Europa Ocidental erigiu sua estabilidade sobre a promessa de crescimento econômico, serviços públicos de qualidade, proteção social e perspectiva de melhoria de vida.

Essa promessa, claramente, não está sendo cumprida – ou, ao menos, não para determinados grupos sociais.

O resultado é a perda do poder de compra, a insegurança em relação ao futuro, a desconfiança das elites políticas, os conflitos sobre quem deve pagar pelas mudanças e a crise de representação.

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A expectativa em relação ao futuro afeta principalmente os jovens, e por isso vemos tantos deles nas ruas europeias.

Mais perigoso: qualquer um dos fatores mencionados acima, da perda do poder de compra às divergências sobre quem deve pagar pelas mudanças, é instrumentalizado tanto pela extrema direita quanto pela extrema esquerda.

Em época de eleições, é pior. A França, por exemplo, realizará o pleito presidencial em 2027.

Em João Pessoa, Eli Medeiros com o seu pai, Eliel Medeiros, que completou 97 anos e está muito lúcido
Em João Pessoa, Eli Medeiros com o seu pai, Eliel Medeiros, que completou 97 anos e está muito lúcido
Rose e Eli Medeiros com a filha Rosely juntos com o Sr Eliel Medeiros, em meio a netos e sobrinhos
Rose e Eli Medeiros com a filha Rosely juntos com o Sr Eliel Medeiros, em meio a netos e sobrinhos

Manual para sobreviver a esta semana

São Luís no fim de semana: apoiadores de um candidato à Presidência, em meio a um bandeiraço, xingam um militante de outro postulante ao Planalto, depois que passa fazendo gestos de apoio ao seu escolhido.

Há uma pequena perseguição, até que alguém mais sensato obriga os demais a recuar.

Mesma cidade, mesmo dia. Muda o horário e o bairro. Tão logo um dos candidatos começa a responder às perguntas da sabatina da TV Globo, têm início os panelaços nas janelas.

O mesmo havia ocorrido na noite anterior, durante a entrevista do outro candidato. O barulho passa a ser produzido no interior do condomínio. Alguém, no grupo do WhatsApp, pede respeito ao horário de silêncio. Outro xinga. Um terceiro avisa: “Depois da eleição, a gente conversa”.

Manual para sobreviver...2

Haja estômago para resistir até lá. Na eleição do “menos pior” (mais de 50% dos eleitores rejeitam Flávio Bolsonaro, e mais de 53% rejeitam Lula, segundo a pesquisa Quaest), a convivência civilizada entrou em recesso.

Como manual de sobrevivência para a última semana até o segundo turno, vale lembrar:

a) Manifestações políticas, mesmo que contrárias às convicções de cada um, representam o pleno exercício da liberdade de expressão. Aliás, o Brasil lutou anos para poder fazer isso. No atual nível de insanidade, passou-se a medir a centimetragem da bandeira para o lado de fora da janela do prédio e os decibéis dos panelaços. Prints da convenção do condomínio e do artigo 5º da Constituição são utilizados como armas. A favor dos próprios interesses, claro.

b) Liberdade de expressão não significa liberdade para intimidar. É legítimo defender um candidato, vestir sua camiseta, carregar sua bandeira ou criticar o adversário. Perseguir alguém na rua, ameaçar um vizinho ou tentar impedir uma manifestação pacífica pode ser crime.

Manual para sobreviver...3

Tem mais: Não transforme o grupo da família em comitê. A tia que compartilha um “bom dia” com imagens de flores não precisa receber, como resposta, um vídeo de 12 minutos explicando por que o Brasil supostamente “acabará” na segunda-feira. Há vida depois da eleição. E haverá Natal, com os mesmos parentes à mesa.

É importante redobrar a atenção com informações falsas. A inteligência artificial, que teve participação discreta no primeiro turno, ganhou espaço na reta final. Antes de compartilhar uma mensagem, procure confirmar se é verdadeira. Na dúvida, não encaminhe. Se chegarem até você informações comprovadamente falsas, ameaças ou propaganda eleitoral irregular, denuncie à Justiça Eleitoral.

Ainda: Poupem as crianças. Elas não precisam ser convocadas para as trincheiras ideológicas dos adultos. Tampouco precisam aprender que o vizinho é uma pessoa desprezível porque vota em outro candidato.

Prepare-se para o resultado. Seu candidato pode ganhar ou perder. Nenhuma das possibilidades autoriza perseguir quem fez outra escolha. A democracia não exige que todos saiam satisfeitos, mas que todos aceitem as regras do jogo.

Estratégias em foco

Em busca de quem não votou no primeiro turno, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro traçam estratégias para convencer os milhões de eleitores a depositar o voto em seus nomes nas urnas. A abstenção, como sabemos, foi muito alta.

A menos de uma semana do segundo e decisivo turno das eleições de 2026, os comitês regionais das duas candidaturas, deverão ser empregadas estratégias opostas. Enquanto os petistas focam grandes cidades onde Lula já obteve boa votação na primeira rodada, os bolsonaristas miram os municípios em que Flávio ficou atrás do adversário.

Como resultado, os embates finais tendem a se concentrar em grandes centros urbanos.

Na reta final, os blocos na rua

No derradeiro domingo da campanha eleitoral, os exércitos do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro deram demonstrações de força nas ruas, na tentativa de conquistar os poucos eleitores indecisos e de incentivar o voto no dia 25.

As coordenações das duas campanhas sabem que dificilmente um tirará votos do outro, mas querem garantir que quem votou em 4 de outubro volte às urnas no próximo domingo e que quem se absteve ou votou nulo ou em branco compareça e influencie o resultado.

Na reta final, os blocos na rua...2

Lula optou por passar o dia se preparando para o debate na Band, enquanto seus apoiadores realizavam manifestações pela democracia nas principais capitais brasileiras, com a presença de artistas, líderes políticos e eleitores anônimos que vestiram a camiseta vermelha, desenrolaram as bandeiras e foram às ruas pedir voto no 13.

Flávio Bolsonaro optou por uma concentração na Avenida Paulista, batizada de Bloco do 22, reunindo governadores, senadores e deputados eleitos no primeiro turno. Entre os governadores, estavam Luciano Zucco (RS), Tarcísio Freitas (SP) e Jorginho Mello (SC).

Usando camiseta verde, Flávio discursou para a multidão de cima de um trio elétrico, ao lado do governador de São Paulo e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), campeão de votos em todo o Brasil e autor da ideia dos blocos do 22. O candidato do PL disse que receberá a faixa presidencial do pai, Jair Bolsonaro, que hoje está em prisão domiciliar, impedido de fazer manifestações políticas. Flávio já disse que, se eleito, vai anistiar o pai e outros condenados pela trama golpista e pelos atos violentos de 8 de janeiro de 2023.

Na reta final, os blocos na rua...3

Ao longo do fim de semana, em uma ação coordenada, famosos e anônimos postaram fotos de verde e amarelo. Quem não tinha a camisa da Seleção apelou para montagem feita por inteligência artificial.

Até Lula postou foto vestindo a amarelinha. _

Para escrever na pedra:

“A ignorância é a raiz de todo o mal, o conhecimento é a salvação”. De Platão, filósofo ateniense e mestre da lógica.

TRIVIAL VARIADO

Hoje na história: Nasceu, em 1934, na cidade de Pelotas (RGS), a atriz Glória Menezes. Ela morreu neste ano. Em 2003, Madre Teresa de Calcutá foi beatificada pelo papa João Paulo II.

Código Internacional: OMS inclui feminicídio no CID a pedido do Brasil, permitindo que mortes de mulheres por violência de gênero sejam registradas.

Com propulsores: Musk apresenta “carro voador” da Tesla, que atinge 96 km/h em um segundo. Roadster deve ser produzido a partir de 2028.

Mega-Sena: Ninguém acertou as 6 dezenas do concurso 3.071 e o próximo vai pagar R$ 185 milhões. Números sorteados: 12 - 22 - 51 - 52 - 41 - 45.

Bolsa Família: A Caixa começa hoje os pagamentos de outubro do Bolsa Família, os primeiros com valores reajustados pelo governo.

Voto em trânsito: O prazo para solicitar voto em trânsito nas Eleições 2026 terminou em 20 de agosto e valeu para os dois turnos. Quem não fez o pedido dentro do período não poderá usar essa modalidade no próximo dia 25.

Tem mais: O eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral terá de justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou presencialmente, em mesa receptora instalada nos locais de votação.


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