Jogador mais rico do mundo poderia comprar todos os elencos do Brasileirão
Atacante de Brunei, sobrinho do sultão Hassanal Bolkiah, considerado o jogador mais rico do mundo, está sem clube e tem fortuna estimada em R$ 110 bilhões.
SÃO LUÍS - O atacante Faiq Bolkiah, considerado o jogador de futebol mais rico do mundo, está sem clube após o fim de seu contrato com o Ratchaburi, da Tailândia. Aos 28 anos, o jogador de Brunei chama atenção muito mais pelo patrimônio atribuído a ele do que pela carreira construída dentro de campo. Segundo estimativa divulgada pelo jornal espanhol Marca, a fortuna de Bolkiah seria de 18,698 bilhões de euros, cerca de R$ 110 bilhões.
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O valor, entretanto, precisa ser tratado com cautela. Não existe comprovação pública de que os R$ 110 bilhões correspondam ao patrimônio pessoal do atleta considerado o mais rico do mundo. Estimativas diferentes colocam a fortuna de Faiq em patamar muito inferior. O site Celebrity Net Worth, por exemplo, calcula seu patrimônio pessoal em US$ 50 milhões, enquanto ressalta a enorme riqueza associada à família real de Brunei.
Mas, fazendo o exercício com os cerca de R$ 110 bilhões que vêm sendo atribuídos ao jogador, surge uma pergunta curiosa: o que Faiq Bolkiah poderia comprar no futebol brasileiro?
Faiq Bolkiah e uma fortuna maior que o Brasileirão inteiro
Se o atacante resolvesse transformar a vida real em uma espécie de Brasfoot, usando como referência os valores de mercado dos jogadores da Série A de 2026, o dinheiro atribuído a Faiq seria suficiente para comprar os elencos dos 20 clubes da primeira divisão várias vezes.
Considerando o valor aproximado de R$ 11 bilhões para a soma dos jogadores dos clubes da Série A, os R$ 110 bilhões equivaleriam a aproximadamente dez vezes o valor de mercado de todo o Brasileirão.
Ou seja, em uma comparação meramente hipotética, o patrimônio atribuído ao jogador seria suficiente para adquirir todos os elencos da elite nacional e ainda repetir a operação outras nove vezes.
Palmeiras e Flamengo seriam apenas uma parte da conta
Entre os clubes da Série A, Palmeiras e Flamengo aparecem entre os elencos mais valiosos do futebol brasileiro.
O Palmeiras tem um plantel avaliado em aproximadamente R$ 1,3 bilhão, enquanto o Flamengo aparece em patamar semelhante, também na casa de R$ 1,3 bilhão, de acordo com levantamentos baseados nos valores do Transfermarkt.
Nesse cenário hipotético, os R$ 110 bilhões atribuídos a Faiq Bolkiah, o mais rico do mundo, seriam suficientes para:
- Comprar o elenco do Palmeiras cerca de 85 vezes;
- Comprar o elenco do Flamengo cerca de 90 vezes;
- Adquirir os dois elencos juntos dezenas de vezes.
É uma comparação que mostra o tamanho da cifra que passou a circular em torno do nome do jogador.
E se a escolha fosse a Chapecoense?
No outro extremo da lista está a Chapecoense, com um dos elencos de menor valor de mercado entre os participantes da Série A.
Considerando um plantel avaliado em aproximadamente R$ 97,46 milhões, os R$ 110 bilhões seriam suficientes, matematicamente, para comprar o elenco mais de 1.100 vezes.
A comparação, obviamente, não representa uma possibilidade real de aquisição de jogadores ou clubes. Valores de mercado não significam preço efetivo de venda e não levam em conta contratos, multas rescisórias, direitos econômicos, salários e outros fatores envolvidos em uma negociação.
Vitor Roque e Paquetá: os mais caros também caberiam no orçamento
Se a ideia fosse montar um elenco apenas com jogadores de maior valor de mercado, a conta continuaria impressionante.
Vitor Roque, do Palmeiras, aparece entre os jogadores mais valiosos do futebol brasileiro. Em atualização do Transfermarkt realizada durante 2026, o atacante chegou a ser avaliado em 38 milhões de euros, enquanto Lucas Paquetá, do Flamengo, aparecia com valor de 35 milhões de euros.
Em outro levantamento publicado em maio, Paquetá também aparecia avaliado em 35 milhões de euros.
Tomando como referência os 18,698 bilhões de euros atribuídos a Faiq Bolkiah, seria possível, em uma comparação puramente matemática:
- Comprar o valor de mercado de um jogador avaliado em € 35 milhões mais de 530 vezes;
- Repetir a mesma conta com outros atletas avaliados na faixa de € 35 milhões;
- Montar uma coleção de jogadores de elite em uma escala completamente fora da realidade financeira do futebol brasileiro.
De onde vem a fortuna de Faiq Bolkiah?
A riqueza atribuída a Faiq Bolkiah não tem relação com os ganhos obtidos no futebol.
O jogador mais rico do mundo nasceu em 9 de maio de 1998, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e é filho do príncipe Jefri Bolkiah e sobrinho do sultão Hassanal Bolkiah, de Brunei. Ele passou pelas categorias de base de clubes ingleses como Southampton, Chelsea e Leicester City antes de iniciar a carreira profissional.
No futebol profissional, a trajetória foi bem mais discreta.
Faiq atuou por:
- Marítimo, de Portugal;
- Chonburi, da Tailândia;
- Ratchaburi, também da Tailândia.
O vínculo com o Ratchaburi chegou ao fim em 2026, deixando o jogador livre para procurar um novo clube.
Pela seleção de Brunei, Bolkiah soma seis partidas e já exerceu a função de capitão.
O dinheiro compraria o futebol?
A resposta, na prática, é não.
Mesmo que a estimativa de R$ 110 bilhões fosse correta e correspondesse integralmente ao patrimônio pessoal de Faiq, dinheiro não significa que seria possível simplesmente comprar jogadores ou clubes pelos valores apresentados pelo Transfermarkt.
Os números servem apenas como referência de valor de mercado. Uma eventual negociação dependeria de contratos, interesses dos clubes, vontade dos jogadores, direitos econômicos e das regras que regulam o futebol.
Ainda assim, a comparação ajuda a dimensionar o tamanho da fortuna atribuída ao atacante.
Com uma carreira profissional relativamente discreta e atualmente sem clube, Faiq Bolkiah virou notícia justamente pela situação inusitada: um jogador que pode estar entre os mais ricos do mundo, mas cuja fortuna é associada principalmente à família real de Brunei, e não ao futebol.
E, se os R$ 110 bilhões fossem realmente colocados à disposição para uma brincadeira de Brasfoot na vida real, o Brasileirão inteiro seria apenas o começo da lista de compras.
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