PONTO FINAL

Delegado revela detalhes de investigação sobre mortes no Hospital da Criança

Segundo o delegado Joviano Furtado, cerca de 20 pessoas já foram ouvidas e os prontuários médicos passam por análise pericial.

Wesly Lima/Mirante News FM

Atualizada em 24/07/2026 às 13h17
Delegado Joviano Furtado em entrevista ao programa Ponto Final.
Delegado Joviano Furtado em entrevista ao programa Ponto Final. (Wesly Lima/Mirante News FM)

SÃO LUÍS - A Polícia Civil do Maranhão instaurou seis inquéritos para investigar mortes de crianças atendidas no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A informação foi divulgada pelo delegado Joviano Furtado, em entrevista ao programa Ponto Final desta sexta-feira (24). Cinco investigações estão relacionadas a casos registrados por familiares de crianças que morreram após atendimento na unidade, enquanto um inquérito apura o aumento no número de óbitos no hospital.

Segundo o delegado, cerca de 20 pessoas já foram ouvidas, entre familiares, testemunhas e profissionais do hospital. A Polícia Civil também analisa prontuários médicos e investiga possíveis casos de negligência ou imperícia. Caso sejam comprovadas responsabilidades, os envolvidos poderão responder criminalmente por homicídio culposo.

“Nós instauramos seis inquéritos policiais, sendo cinco relacionados a ocorrências registradas pelas mães que tiveram a perda de seus filhos. E tem um sexto que seria relacionado ao número de óbitos que, segundo nos informaram, cresceu bastante naquela casa de saúde, que é o Hospital da Criança", informou.

Polícia investiga possíveis falhas no atendimento

As investigações também apuram relatos de demora no atendimento e de falta de vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). De acordo com Joviano Furtado, os depoimentos de familiares estão sendo confrontados com as informações prestadas por médicos e outros profissionais do hospital. O delegado afirmou que os inquéritos têm prazo inicial de 30 dias para conclusão, mas esse período pode ser prorrogado caso sejam necessárias novas perícias e análises de prontuários. Segundo ele, a investigação também pode apontar se eventuais falhas tiveram relação com a falta de profissionais na unidade.

“Então, essa demora, eles acreditam que seja por conta do déficit de profissionais. O déficit de médicos que poderiam estar naquele momento e fazer o atendimento ao seu filho e, consequentemente, evitar que a situação se agravasse mais”, explicou o delegado.

Assista.

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