PONTO FINAL

Ligações clandestinas ainda causam prejuízos milionários no Maranhão

Equatorial reforçou que fraudes na rede elétrica representam risco de acidentes, interrupções no fornecimento e prejuízos milionários.

Wesly Lima/Mirante News FM

- Atualizada em 05/08/2026 às 12h24
Gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Maranhão, Jefferson Furtado durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão.
Gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Maranhão, Jefferson Furtado durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão. (Wesly Lima/Mirante News FM)

SÃO LUÍS - As ligações clandestinas de energia elétrica continuam entre os principais desafios enfrentados pela Equatorial Maranhão. Em entrevista ao programa Ponto Final desta quarta-feira (5), o gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Maranhão, Jefferson Furtado, afirmou que a concessionária mantém equipes especializadas para identificar e combater esse tipo de fraude, que coloca vidas em risco e provoca prejuízos ao sistema elétrico. Somente no primeiro semestre de 2026, a empresa realizou 89,2 mil ações de inspeção, regularizou 8 mil ligações clandestinas e identificou mais de R$ 30 milhões em energia consumida e não faturada: “Tanto quem contrata esse tipo de serviço corre um risco, como quem executa também. (…) Quem contrata esse tipo de serviço está colocando a sua vida em risco, está colocando a vida da sua família em risco, além dos seus demais vizinhos".

Furto de cabos afeta hospitais, escolas e milhares de consumidores

Durante a entrevista, Jefferson Furtado também alertou para os impactos do furto de cabos e equipamentos da rede elétrica, prática que pode interromper o fornecimento de energia para cidades inteiras e comprometer serviços essenciais. Segundo a Equatorial, o Maranhão registrou 57 casos de furto de cabos e componentes da rede entre janeiro e junho de 2026, redução em relação aos 148 casos de 2025 e aos 208 registrados em 2024. A empresa informou ainda que realizou 131 operações integradas no estado no primeiro semestre e mantém ações de fiscalização por meio da Operação EquiCobre. 

“Imagine você, tem uma subestação que alimenta determinado município, e aí um criminoso adentra essa subestação, faz o roubo de cabos, faz o roubo de equipamentos importantes e tudo, e corre o risco de deixar toda uma população sem energia" frisou o entrevistado.

Assista.

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