Julgamentos

Júri absolve um réu e condena outros dois por homicídios em Balsas

Duas sessões do Tribunal do Júri foram realizadas pela 4ª Vara de Balsas, com um réu absolvido e outros dois condenados por homicídios ocorridos em 2024 e 2025.

Imirante.com

Adailton Leão Barros foi absolvido pelo Conselho de Sentença da acusação de ter matado José Francisco Bastos com um golpe de facão.
Adailton Leão Barros foi absolvido pelo Conselho de Sentença da acusação de ter matado José Francisco Bastos com um golpe de facão. (Foto: Reprodução)

BALSAS — O Poder Judiciário em Balsas realizou, nos dias 1º e 2 de outubro, duas sessões do Tribunal do Júri que terminaram com duas condenações e duas absolvições em processos relacionados a homicídios. Os julgamentos foram presididos pelo juiz Thiago Ferrare Pinto, titular da Comarca de Loreto e designado pela Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA).

Na primeira sessão, realizada em 1º de outubro, o réu Adailton Leão Barros foi absolvido pelo Conselho de Sentença da acusação de ter matado José Francisco Bastos com um golpe de facão, em janeiro de 2025.

Segundo a denúncia, José Francisco caminhava por uma via pública quando teria sido surpreendido por Adailton. O acusado teria descido do carro que dirigia e atingido a vítima com um facão, fugindo em seguida. A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas José Francisco já estava morto.

Ainda conforme o processo, imagens que circulavam nas redes sociais mostraram uma agressão contra a vítima no dia anterior ao homicídio. Adailton teria dado um tapa no rosto de José Francisco enquanto cobrava a devolução de uma lixadeira e uma furadeira, que, segundo ele, haviam sido furtadas.

Imagens do sistema de videomonitoramento também ajudaram a identificar o veículo utilizado pelo acusado e a esclarecer a dinâmica do crime.

Adailton se apresentou à polícia acompanhado de advogado e confessou ter atingido a vítima. Em seu depoimento, alegou que havia sido vítima de dois furtos praticados por José Francisco e afirmou que perdeu o controle após ser xingado durante a cobrança pela devolução dos objetos.

Segundo julgamento

Na segunda sessão, realizada em 2 de outubro, foram julgados Eduardo Leite de Sousa, Marquel Abreu Teixeira e Samara França Araújo, acusados da morte de Daniel Nascimento Barbosa, ocorrida em 13 de julho de 2024.

O Conselho de Sentença absolveu Marquel, mas condenou Eduardo a 17 anos e oito meses de prisão e Samara a 10 anos e dez meses.

De acordo com as investigações, Daniel pilotava uma motocicleta quando passou a ser perseguido por Eduardo. Durante a perseguição, a vítima foi atingida por disparos de arma de fogo. Mesmo após cair da motocicleta, Daniel teria sido novamente baleado.

As investigações apontaram que o verdadeiro alvo seria Pedro, irmão de Daniel. A vítima teria sido confundida com ele porque os dois tinham semelhança física e, no momento do crime, Daniel utilizava a motocicleta do irmão.

Rastreador ajudou no monitoramento

Ainda segundo o processo, havia um rastreador instalado na motocicleta. A instalação teria sido solicitada por Eduardo e realizada com auxílio de Marquel, proprietário de uma oficina mecânica.

Eduardo passou a acompanhar a movimentação do veículo e teria contado com a participação de Samara no monitoramento. Conforme apurado, ela teria avisado Eduardo sobre a movimentação da motocicleta no dia do crime.

Eduardo se apresentou espontaneamente à polícia, acompanhado de advogado, e confessou a autoria do homicídio, relatando a participação dos demais denunciados. Ele afirmou ainda que cometeu o crime após receber ameaças de morte do irmão da vítima.

Marquel confirmou ter mandado instalar o rastreador a pedido de Eduardo, mas alegou que não sabia quais seriam as intenções dele. Samara, por sua vez, confessou a participação no monitoramento do veículo e afirmou ter avisado Eduardo sobre a movimentação da motocicleta no dia do homicídio.

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