BRASÍLIA – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, afirmou nesta terça-feira que o avanço da desinformação e o uso de inteligência artificial representam novos desafios para a segurança das eleições de 2026. A ministra defendeu que a Justiça Eleitoral atue para identificar manipulações sem ferir a liberdade de expressão.
A declaração foi feita durante a abertura do Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, realizado em Brasília, com foco na preparação das instituições para o próximo pleito geral.
Uso transparente da tecnologia
Cármen Lúcia afirmou que tanto a desinformação quanto o uso indevido de tecnologias digitais exigem atenção constante das autoridades eleitorais. Segundo ela, é necessário garantir que ferramentas tecnológicas sejam utilizadas de forma transparente e responsável.
A presidente do TSE destacou a importância de medidas preventivas para evitar que conteúdos falsos comprometam a confiança da sociedade no processo eleitoral, ressaltando que a disseminação de dúvidas corrói as bases da democracia.
Desafios não significam instabilidade
Ao comentar o cenário eleitoral, a ministra afirmou que cada eleição apresenta desafios próprios, mas ponderou que isso não deve ser interpretado como sinal de instabilidade institucional. Para ela, cabe à Justiça Eleitoral assegurar a confiança dos eleitores em todos os agentes envolvidos no processo.
Cármen Lúcia ressaltou o papel de juízes eleitorais, mesários e demais profissionais que atuam na organização das eleições como pilares para a integridade do sistema.
Defesa do voto livre e sem pressões
A presidente do TSE reforçou que o sistema eleitoral deve garantir a liberdade de escolha do eleitor, sem interferências ou abusos. Segundo ela, qualquer forma de restrição ao direito ao voto precisa ser coibida.
A ministra defendeu que o pleito seja conduzido de modo a assegurar que cada eleitor possa exercer sua escolha de forma livre, sem pressões internas ou externas.
Evolução do sistema eleitoral brasileiro
Durante o evento, Cármen Lúcia destacou que o Brasil superou modelos eleitorais marcados por práticas como o coronelismo ao longo do século XX e construiu um sistema eletrônico considerado confiável e auditável.
Ela também ressaltou a atuação conjunta da Justiça Eleitoral, das forças de segurança e de outros órgãos públicos como parte da estratégia para garantir eleições seguras.
Preparação para 2026
O seminário reúne técnicos da Justiça Eleitoral e representantes de órgãos de investigação e controle para discutir riscos ao processo eleitoral, proteção das estruturas do tribunal e estratégias de enfrentamento à desinformação.
A iniciativa integra uma agenda mais ampla do TSE voltada ao fortalecimento dos mecanismos de proteção do sistema eleitoral e se conecta ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado em 2021, que reúne parcerias com entidades públicas e privadas, universidades, partidos políticos, agências de checagem e plataformas digitais.
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