BRASÍLIA – Enquanto publicamente vendem a imagem de trégua no 1º turno contra o presidente Lula, o senador Flávio Bolsonaro e os principais nomes do PSD articulam, nos bastidores, uma estratégia de sobrevivência eleitoral marcada pelo jogo do “resta um”.
Após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, a direita formada pelos governadores Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Flávio Bolsonaro passou a se apresentar como um “front antiLula”, apostando que a multiplicidade de candidaturas no primeiro turno pode elevar a rejeição do atual presidente.
Oficialmente, o discurso é de trégua no 1º turno e de que “ninguém solta a mão de ninguém”. Mas, internamente, o movimento é outro: cada grupo aguarda os prazos eleitorais e o escrutínio natural das pré-candidaturas para avaliar quem terá fôlego político, estrutura e viabilidade real para seguir até o fim.
Bastidores: o jogo do “resta um”
A estratégia nos bastidores é clara. Até abril, quando se encerram os prazos de desincompatibilização e as candidaturas começam a ganhar contornos definitivos, os principais nomes da direita evitam ataques diretos, mas observam de perto qualquer fator que possa enfraquecer um concorrente.
Nesse cenário, não está descartada sequer a reentrada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no tabuleiro presidencial. Embora ele afirme publicamente que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, seu nome volta a circular sempre que surge a hipótese de algum abalo na candidatura de Flávio Bolsonaro.
Trégua restrita ao primeiro turno
Caso todas as candidaturas se consolidem, a avaliação é de que o pacto de não agressão vale apenas para o primeiro turno. A aposta, segundo interlocutores, é que a soma de ataques indiretos e discursos críticos ajude a elevar a rejeição de Lula, criando um ambiente mais favorável à oposição.
Flávio Bolsonaro afirmou que esse cenário interessa à sua estratégia eleitoral e reforçou a importância de alianças regionais. Sobre Tarcísio, o senador disse contar com o governador paulista em seu palanque.
“Eu preciso de Tarcísio forte”, afirmou.
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