BRASÍLIA – Durante pronunciamento na terça-feira (3), a senadora Leila Barros (PDT-DF) alertou para o que classificou como uma crise moral e ética no país, que, segundo ela, vai além dos campos econômico e político e afeta diretamente a confiança da sociedade nas instituições.
Nesse contexto, a parlamentar elogiou a iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, de propor a criação de um código de ética para os integrantes da Corte.
Para Leila Barros, a adoção de regras claras de conduta fortalece a legitimidade do STF, amplia sua autoridade moral e contribui para a prevenção de conflitos de interesse e de práticas que, embora legais do ponto de vista formal, não atendem às expectativas éticas da sociedade.
“O exemplo precisa vir de cima. As instituições mais altas da República devem ser também as mais rigorosas consigo mesmas. Um código de ética não fragiliza o Supremo, ao contrário, fortalece sua legitimidade, sua autoridade moral e sua capacidade de inspirar todo o Poder Judiciário e a sociedade como um todo”, afirmou.
Caso Master e BRB
No pronunciamento, a senadora também mencionou as investigações envolvendo o Banco Master, liquidado por determinação do Banco Central, e o Banco de Brasília (BRB).
Segundo Leila, o caso expõe riscos de uma relação inadequada entre poder público e interesses privados. Para ela, episódios dessa natureza reforçam a necessidade de padrões éticos mais rigorosos e maior responsabilidade na gestão de recursos públicos.
As informações que vêm a público indicam que o BRB foi exposto de forma temerária a operações envolvendo uma instituição que hoje está sob investigação e em processo de liquidação e, o mais grave, há sinais claros de que decisões políticas se sobrepuseram a alertas técnicos, a princípios de governança e ao dever básico de proteção do interesse público dos cidadãos e cidadãs do Distrito Federal”, declarou.
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