BRASIL - A CPI do Crime realiza, na próxima terça-feira (14), sua última reunião no Senado, com o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a votação do relatório final dos trabalhos.
Na mesma sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do documento elaborado pelo relator Alessandro Vieira, que poderá propor indiciamentos e sugestões de mudanças na legislação.
Relatório final será votado no último dia
A CPI do Crime foi instalada em novembro do ano passado e chega ao fim sem prorrogação dos trabalhos. A tentativa de estender o funcionamento do colegiado não foi atendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O relatório final deve consolidar as conclusões da comissão e pode incluir:
- Propostas de indiciamento de investigados;
- Recomendações a órgãos de controle;
- Sugestões de aperfeiçoamento da legislação.
Convocação de Castro foi considerada essencial
A convocação de Cláudio Castro foi aprovada a partir de pedido do relator Alessandro Vieira, que destacou a importância do depoimento para a investigação. Segundo Vieira, houve uma mudança no cenário da criminalidade no estado:
“Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país. Nos últimos anos, observou-se uma mutação alarmante nesse cenário: a outrora nítida divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos formados por agentes e ex-agentes de segurança pública deu lugar a uma simbiose criminosa, frequentemente denominada narcomilícia”, afirmou o senador.
Depoimento pode esclarecer atuação do crime organizado
Para o relator, a oitiva do ex-governador é “indispensável” para compreender a atuação do crime organizado no estado.
“O depoimento do ex-Governador proporcionará a esta CPI um panorama macroestratégico inestimável”, afirmou Alessandro Vieira.
Ele também destacou que a fala de Castro pode ajudar a identificar falhas institucionais.
STF pode impactar presença de convocados
Integrantes da CPI do Crime também demonstraram preocupação com decisões do Supremo Tribunal Federal que têm desobrigado o comparecimento de convocados.
A avaliação é de que essa situação pode se repetir no caso de Cláudio Castro, o que pode afetar a última sessão da comissão.
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