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Sessão do Congresso com pauta única sinaliza que CPI do Master não deve avançar

Sessão marcada por Davi Alcolumbre prioriza veto de Lula e deve evitar leitura de pedidos de CPI do caso Master no Congresso.

Ipolítica, com informações do g1

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). (Foto: Agência Senado)

BRASIL - A sessão do Congresso com pauta única marcada para o dia 30 de abril sinaliza que a criação de uma CPI do caso Master não deve avançar neste momento. A convocação foi feita pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, com o objetivo de analisar exclusivamente o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto da dosimetria.

A definição de apenas um item na pauta é interpretada, nos bastidores, como um recado de que não haverá leitura de requerimentos para instalação de CPI ou CPMI relacionadas ao Banco Master.

Pauta única evita avanço de investigações

A estratégia de realizar uma sessão do Congresso com pauta única limita a inclusão de outros temas e reduz o espaço para novas tensões políticas.

Interlocutores de Alcolumbre confirmam que a intenção é não dar andamento, neste momento, aos pedidos de investigação sobre o caso.

Entre parlamentares da oposição, já há avaliação de que a CPI não é prioridade. Dois fatores são apontados:

  • A votação do veto presidencial é considerada mais urgente;
  • A delação de Daniel Vorcaro pode trazer esclarecimentos sobre o caso.

Há, inclusive, a possibilidade de retirada de assinaturas de requerimentos até a data da sessão.

Governo também não prioriza CPI

Apesar de manifestações públicas favoráveis, integrantes do governo também avaliam, nos bastidores, que a criação da comissão não é necessária neste momento.

A leitura é de que a delação de Daniel Vorcaro deve apresentar os principais elementos sobre as relações do banco com o meio político e empresarial, reduzindo a necessidade de investigação parlamentar.

Veto de Lula será o único item

A sessão do Congresso com pauta única terá como foco a análise do veto de Lula ao projeto que altera regras de aplicação de penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

A expectativa é que a votação ocorra diretamente, sem inclusão de outros temas na pauta, garantindo maior previsibilidade ao andamento dos trabalhos.

Agenda busca equilíbrio político

A decisão ocorre após pressão de governistas e da oposição para destravar a pauta do Congresso. Nos bastidores, a avaliação é que Alcolumbre tenta equilibrar interesses dos dois lados.

Antes de marcar a sessão, o presidente do Senado também encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, com sabatina prevista para o dia 29 de abril.

A expectativa é de que haja um acordo político, com avanço na sabatina e definição sobre o veto na sessão seguinte, reduzindo o clima de tensão no Congresso Nacional.

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