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Cármen Lúcia diz que crise no Judiciário é grave

Ministra do STF afirma que perda de confiança precisa ser reconhecida e defende melhorias no sistema sem comprometer papel da Justiça.

Ipolítica, com informações de O Globo

Cármen Lúcia afirma que crise de confiança no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida, mas defende papel essencial do STF.
Cármen Lúcia afirma que crise de confiança no Judiciário é grave e precisa ser reconhecida, mas defende papel essencial do STF. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASIL – A ministra Cármen Lúcia afirmou que a crise de confiabilidade no Poder Judiciário brasileiro é “grave” e precisa ser reconhecida pelos próprios magistrados.

A declaração foi feita durante palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Segundo a integrante do Supremo Tribunal Federal, apesar das críticas, a Justiça segue essencial para garantir os direitos previstos na Constituição.

Reconhecimento da crise

Cármen Lúcia destacou que há falhas no sistema que precisam ser corrigidas, mas defendeu que o reconhecimento dos problemas é o primeiro passo para recuperar a confiança da população.

A ministra afirmou que o Judiciário, como qualquer instituição humana, é passível de erros e deve buscar constante aperfeiçoamento.

Defesa do Judiciário

Mesmo diante do cenário de desconfiança, a magistrada ressaltou a importância do STF na preservação da democracia e na aplicação do Direito.

Ela também mencionou a existência de um movimento internacional que, segundo sua avaliação, busca deslegitimar o Judiciário brasileiro.

Desafios estruturais

Durante a fala, Cármen Lúcia apontou dificuldades enfrentadas pelo sistema, como o alto volume de processos e o número reduzido de juízes.

De acordo com a ministra, há cerca de 18 mil magistrados para lidar com mais de 80 milhões de ações, o que contribui para a lentidão da Justiça.

Críticas ao sistema legal

A ministra também criticou o excesso de propostas de emenda à Constituição no Congresso e o descumprimento de leis já existentes.

Como exemplo, citou a persistência de crimes como o feminicídio, mesmo após a criação de legislações específicas de proteção às mulheres.

Confiança em queda

Pesquisas recentes indicam aumento da desconfiança da população em relação ao STF, ao mesmo tempo em que a maioria reconhece a importância da Corte para a democracia.

Para Cármen Lúcia, o desafio está em equilibrar o aprimoramento institucional com a manutenção da credibilidade do Judiciário perante a sociedade.

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