PL da Dosimetria

Hugo Motta defende derrubar veto ao PL da Dosimetria

Presidente da Câmara dos Deputados defende derrubada de veto ao PL da Dosimetria e diz que medida pode reduzir penas e aliviar tensões com STF

Ipolítica, com informações do g1

Motta defende derrubar veto ao PL da Dosimetria para reduzir penas
Motta defende derrubar veto ao PL da Dosimetria para reduzir penas (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta sexta-feira (17) a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, proposta que altera critérios de cálculo de penas e pode beneficiar condenados por atos golpistas.

A análise do veto está marcada para o dia 30 de abril, em sessão conjunta do Congresso Nacional convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O que prevê o projeto

O PL da Dosimetria modifica regras relacionadas ao cálculo e ao cumprimento de penas, especialmente no que se refere ao tempo mínimo necessário para progressão de regime.

Caso o veto seja derrubado, o texto aprovado por deputados e senadores volta a ter validade, mesmo após a rejeição pelo governo federal.

Argumento do presidente da Câmara

Segundo Hugo Motta, a proposta pode contribuir para reduzir tensões entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa condição construída por nós na Câmara e amplamente aprovada pelo Senado, e que foi vetada pelo presidente da República, dá ao próprio STF a condição de, obedecendo os pedidos dessas pessoas que estão sendo julgadas, outras que já foram condenadas, poder revisar essas penas e conceder uma possível redução”, afirmou.

Ele também avaliou que a medida pode levar à liberação de pessoas presas em razão dos atos de 8 de janeiro.

Impacto para condenados

A proposta pode beneficiar cerca de 280 pessoas envolvidas diretamente na destruição das sedes dos Três Poderes.

Além disso, o texto também pode resultar em penas mais brandas para condenados por participação na organização criminosa que articulou a tentativa de golpe de Estado em 2022.

Entre os casos citados está o do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão. Com a eventual mudança na legislação, o tempo para progressão de regime pode ser reduzido.

Próximos passos

Mesmo com a possível mudança na lei, caberá ao STF analisar os pedidos individuais e realizar a revisão das penas dos condenados.

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