Caso Master

STF julga prisões no caso Master a partir de quarta

STF julga prisões no caso Master a partir de quarta em sessão virtual que analisa decisão de Mendonça sobre operação

Ipolítica, com informações do g1

STF julga prisões no caso Banco Master
STF julga prisões no caso Banco Master (TV Globo)

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta quarta-feira (22) as prisões no caso Master, que envolvem o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. A análise será feita pela Segunda Turma da Corte e deve seguir até sexta-feira (24).

Os ministros vão decidir se mantêm ou não a decisão individual do ministro André Mendonça, que autorizou a prisão preventiva dos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero.

Operação e investigações

A nova fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no último dia 16 de abril pela Polícia Federal e investiga supostas irregularidades em negócios entre o BRB e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, o caso Master envolve crimes financeiros, além de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa.

Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

Suspeitas apontadas

De acordo com a investigação, Daniel Monteiro teria atuado na administração de fundos usados em operações financeiras para dificultar o rastreamento de recursos considerados ilícitos.

Já o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é apontado como beneficiário de vantagens indevidas.

Fundamentação da decisão

Na decisão que determinou as prisões, Mendonça afirmou que há indícios de um esquema estruturado para viabilizar operações irregulares entre o Banco Master e o BRB.

Segundo o ministro, as apurações indicam a existência de uma organização voltada à criação e negociação de carteiras de crédito fictícias.

O magistrado também citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa teria recebido imóveis de alto padrão avaliados em R$ 146,5 milhões, sendo parte do valor já pago.

Em relação a Daniel Monteiro, Mendonça apontou que ele teria atuado como peça central na estrutura jurídica das operações, com possível benefício financeiro.

Defesa dos investigados

A defesa de Paulo Henrique Costa afirmou que a prisão é desnecessária e que a gravidade dos fatos não justificaria a medida.

Os advogados também alegaram que ele colaborou com as investigações, inclusive antecipando retorno ao Brasil.

Já a defesa de Daniel Monteiro afirmou que ele foi surpreendido com a decisão e que sua atuação se limitou ao exercício técnico da advocacia.

Julgamento virtual

O caso será analisado no plenário virtual do STF, formato em que os ministros apresentam seus votos no sistema eletrônico da Corte.

A decisão pode ser interrompida caso haja pedido de vista ou destaque, que leva o caso para julgamento presencial.

A Segunda Turma é formada pelos ministros André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

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