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STJ marca depoimentos em processo disciplinar contra ministro Marco Buzzi

Duas vítimas e 20 testemunhas serão ouvidas em junho; magistrado está afastado do cargo desde fevereiro por denúncias de importunação sexual.

Ipolítica, com informações do g1

STJ ouvirá vítimas e testemunhas em processo disciplinar contra Marco Buzzi, afastado desde fevereiro por denúncias de importunação sexual.
STJ ouvirá vítimas e testemunhas em processo disciplinar contra Marco Buzzi, afastado desde fevereiro por denúncias de importunação sexual. (Sergio Amaral/STJ)

BRASIL - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu início à fase de depoimentos do processo disciplinar que apura a conduta do ministro Marco Buzzi, investigado por supostos casos de importunação sexual. Duas vítimas denunciantes e 20 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa serão ouvidas ao longo da instrução processual.

Os primeiros depoimentos estão marcados para o dia 11 de junho. Uma desembargadora federal também participará da coleta das oitivas, consideradas peças fundamentais para a conclusão da investigação.

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Processo disciplinar está em fase de instrução

O processo administrativo disciplinar foi instaurado pelo STJ em abril deste ano e terá prazo inicial de 140 dias para conclusão, podendo ser prorrogado mediante justificativa e autorização do Plenário ou do Órgão Especial da Corte.

A comissão responsável pela condução dos trabalhos é formada pelos ministros:

  • Luis Felipe Salomão;
  • Benedito Gonçalves;
  • Ricardo Villas Bôas Cueva.

Após a fase de depoimentos e análise das provas, os ministros deverão decidir sobre o desfecho do procedimento.

Marco Buzzi está afastado desde fevereiro

Marco Buzzi foi afastado do cargo em 10 de fevereiro e permanece impedido de acessar as dependências do STJ enquanto as investigações estão em andamento.

As apurações envolvem duas denúncias de importunação sexual:

  • A primeira foi apresentada por uma jovem de 18 anos que passou férias com familiares na residência do ministro, em Santa Catarina;
  • A segunda denúncia partiu de uma ex-servidora que trabalhou em seu gabinete e relata que os fatos teriam ocorrido em 2023.

Caso também é investigado no STF

Além do processo administrativo instaurado no STJ, o ministro também é alvo de outras investigações.

O caso é apurado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto pelo ministro Nunes Marques, além de uma investigação interna conduzida pelo próprio STJ.

A defesa de Marco Buzzi sustenta que o magistrado não praticou qualquer irregularidade e afirma que as acusações apresentadas contra ele não possuem provas concretas. Segundo manifestações enviadas à imprensa, o ministro "não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória".

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