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Durigan critica pautas-bomba e diz que governo pode recorrer ao STF

Ministro da Fazenda afirma que propostas em tramitação podem gerar impacto de R$ 111 bilhões por ano e defende responsabilidade fiscal.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Durigan afirma que pautas-bomba podem custar R$ 111 bilhões por ano e diz que governo poderá recorrer ao STF.
Durigan afirma que pautas-bomba podem custar R$ 111 bilhões por ano e diz que governo poderá recorrer ao STF. (Foto: Marcelo Camargo)

BRASIL - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (12) que o compromisso do governo federal é evitar que pautas com elevado impacto fiscal comprometam a economia do país. Segundo ele, propostas em tramitação no Congresso Nacional podem gerar custo estimado de R$ 111 bilhões por ano aos cofres públicos.

Durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Durigan criticou o avanço de projetos conhecidos como “pautas-bomba”, que aumentam despesas públicas ou reduzem receitas sem indicação de fontes de compensação.

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Temos que ter responsabilidade fiscal com as futuras gerações e com o futuro do país”, afirmou o ministro.

Governo aponta impacto de R$ 111 bilhões

Na quinta-feira (11), o governo divulgou um levantamento com estimativas de impacto fiscal de nove propostas em tramitação no Congresso.

Entre elas estão:

  • Renegociação de dívidas com equalização de juros pela União, com custo estimado de até R$ 140 bilhões em 13 anos;
  • Ampliação do teto do Simples Nacional, com renúncia de receita de R$ 50 bilhões por ano;
  • PEC que amplia o Fundo de Participação dos Municípios, reduzindo receitas da União em R$ 10 bilhões anuais;
  • Ampliação da imunidade tributária para templos religiosos, com impacto mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano;
  • Vinculação de recursos ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com custo médio de R$ 9 bilhões anuais;
  • Novo Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), com impacto de R$ 8,8 bilhões por ano;
  • Proposta relacionada a médicos e cirurgiões-dentistas, estimada em R$ 8,4 bilhões anuais;
  • Aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, com custo de R$ 3 bilhões por ano;
  • Benefícios para entidades sem fins lucrativos, com renúncia estimada em R$ 1 bilhão anual.

Conversas com Congresso

Durigan afirmou que tem mantido diálogo com lideranças do Congresso e citou conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da condução das propostas.

Segundo o ministro, o governo busca convencer parlamentares sobre os riscos fiscais das medidas e evitar a aprovação de projetos que possam comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Governo pode acionar STF

O ministro não descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso propostas consideradas incompatíveis com as regras fiscais avancem no Legislativo.

Caso seja necessário, o governo irá ao STF. Agora, quem tem que tomar medidas é o Congresso, que é soberano. E a tramitação dos temas lá precisa observar esses requisitos mínimos”, declarou.

Durigan também destacou o cenário internacional de incertezas econômicas, marcado pela alta do petróleo e preocupações inflacionárias, e defendeu foco em pautas consideradas prioritárias para o crescimento econômico do país.

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