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Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil pela 1ª vez

Pedidos de refúgio cresceram 10,9% em 2025 e superaram 75 mil registros, segundo levantamento divulgado pelo governo

Ipolítica, com informações do g1

edidos de refúgio cresceram 10,9% em 2025 e tiveram os cubanos como principal nacionalidade pela primeira vez.
edidos de refúgio cresceram 10,9% em 2025 e tiveram os cubanos como principal nacionalidade pela primeira vez. (Yara Ramalho/g1)

BRASÍLIA – Os pedidos de refúgio no Brasil cresceram 10,9% em 2025 e atingiram 75.599 solicitações, segundo o estudo Refúgio em Números 2026, divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça.

Pela primeira vez, os cubanos lideraram os pedidos de refúgio, respondendo por 55,4% do total. Foram 41.919 solicitações registradas em 2025, alta de 88,1% em relação ao ano anterior.

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O volume registrado é o terceiro maior da série histórica, ficando atrás apenas dos anos de 2018 e 2019.

Segundo o estudo, o crescimento dos pedidos de refúgio está relacionado à retomada dos fluxos migratórios após as restrições impostas durante a pandemia de Covid-19.

Cubanos superam venezuelanos

Os cubanos ocuparam a primeira posição entre as nacionalidades que mais solicitaram proteção ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).

Em segundo lugar ficaram os venezuelanos, com 21.233 solicitações. Os colombianos aparecem na sequência, com 1.432 pedidos.

Também figuram entre os principais grupos os cidadãos de:

  • Angola: 1.253 solicitações;
  • Marrocos: 888;
  • Gana: 792.

O aumento dos pedidos de refúgio de cubanos ocorre em meio à crise econômica enfrentada pela ilha e ao agravamento das tensões com os Estados Unidos.

Região Norte concentra solicitações

Mais da metade dos processos analisados pelo Conare em 2025 foi registrada nos estados da Região Norte.

Ao todo, 52,4% das solicitações decididas tiveram origem nessa região. Os principais grupos eram formados por venezuelanos, cubanos e colombianos.

Roraima concentrou o maior número de casos analisados, com 16.166 solicitações, equivalente a 32% do total. Em seguida aparecem:

  • Amapá: 6.372 pedidos;
  • Amazonas: 2.445 pedidos.

Perfil dos solicitantes

Os homens representaram 55,9% dos pedidos de refúgio, enquanto as mulheres responderam por 44% das solicitações.

A faixa etária predominante foi a de 25 a 40 anos, com 26.911 requerentes.

Entre os cubanos, porém, o perfil é diferente. Segundo o levantamento, 67,8% dos solicitantes têm mais de 60 anos.

Reconhecimento da condição de refugiado

De acordo com o estudo, 94,7% dos pedidos reconhecidos pelo Conare ocorreram por violação generalizada de direitos humanos.

O principal grupo beneficiado por esse enquadramento é o dos venezuelanos.

No Brasil, o Conare é o órgão responsável por analisar e decidir sobre os processos de refúgio. O procedimento costuma ser mais simplificado para cidadãos de países onde o governo brasileiro reconhece a existência de graves violações de direitos humanos, como Venezuela, Síria e Afeganistão.

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