BRASIL – O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria uma candidatura "extremamente viável" ao Palácio do Planalto e declarou que a direita "perdeu" por ele não disputar a eleição presidencial.
A declaração foi feita durante um evento do Women Invest, em São Paulo, enquanto Zema respondia a uma pergunta sobre sua projeção nacional e o fortalecimento de seu nome fora de Minas Gerais.
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Segundo o ex-governador mineiro, Tarcísio reúne características que o colocariam como um forte concorrente à Presidência.
"O Brasil poderia ter uma candidatura extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior. Você vê, o governador Tarcísio governou muito bem como governador e também como ministro. Por questões familiares etc., colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil", afirmou.
Zema diz que mais candidatos fortalecem a direita
Durante o evento, Zema também afirmou que foi incentivado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a disputar a Presidência e defendeu que a existência de vários candidatos da direita no primeiro turno fortalece o campo político, em vez de dividi-lo.
Segundo ele, Bolsonaro apoiou sua decisão de lançar a pré-candidatura.
"Alguém concluir que a direita está dividida. Não está, pelo contrário, fortalece a direita. Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor. Inclusive, eu tive com Bolsonaro antes de lançar e ele falou: 'Vai em frente, melhor para a direita'", declarou.
O pré-candidato acrescentou que, caso apenas um nome da direita avance ao segundo turno, os demais deverão apoiá-lo.
"O candidato da direita que for para o segundo turno vai ter o apoio dos outros."
Campanha de 2022
Ao comentar o desempenho eleitoral da direita nas últimas eleições presidenciais, Zema relembrou sua participação na campanha de Jair Bolsonaro após ser reeleito governador de Minas Gerais ainda no primeiro turno de 2022.
Segundo ele, atuou durante 21 dias na campanha presidencial e ajudou a reduzir a diferença de votos no estado.
"Nós conseguimos 600 mil votos a mais para ele em Minas Gerais. Em Minas Gerais teve um empate técnico no segundo turno, praticamente zeramos a diferença, mas não foi suficiente devido a outros estados e regiões do Brasil."
Zema comenta aumento do próprio salário
Durante o evento, Zema também respondeu a críticas relacionadas ao reajuste do próprio salário enquanto governava Minas Gerais.
O pré-candidato admitiu que houve um aumento de aproximadamente 300%, mas afirmou que doa integralmente os valores recebidos desde o início do mandato.
Segundo ele, a medida buscou dar transparência à remuneração dos integrantes do governo estadual.
"Outro ponto: falam que eu aumentei meu salário 300%. Aumentei. Todo o salário que eu ganho desde janeiro de 2019 eu dou."
De acordo com Zema, antes da mudança havia diferenças salariais em relação a outros estados e parte da remuneração era complementada por outros mecanismos.
"Fiz isso para igualar com os outros estados, porque lá em Minas o que havia era uma grande hipocrisia."
Ele concluiu afirmando que defende transparência na remuneração dos agentes públicos e criticou práticas adotadas anteriormente pelo governo mineiro.
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