Repercussão política

Eduardo Bolsonaro critica Moraes e pede retomada de sanção pela Lei Magnitsky

Ex-deputado reagiu à suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, criticou decisão de Moraes e defendeu nova aplicação da Lei Magnitsky.

Ipolítica, com informações de O Globo

Eduardo Bolsonaro criticou Moraes após suspensão das visitas de Flávio a Jair Bolsonaro e defendeu a retomada da sanção pela Lei Magnitsky.
Eduardo Bolsonaro criticou Moraes após suspensão das visitas de Flávio a Jair Bolsonaro e defendeu a retomada da sanção pela Lei Magnitsky. (Mário Agra / Câmara dos Deputados)

BRASIL – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. Em publicação nas redes sociais, Eduardo defendeu que o magistrado volte a ser alvo de sanções previstas na Lei Magnitsky e questionou o reconhecimento internacional das eleições presidenciais.

Segundo Eduardo Bolsonaro, a proibição de Flávio visitar o pai teria sido motivada por razões políticas. Na publicação, ele afirmou que, diante desse cenário, a eleição presidencial brasileira não deveria ser reconhecida como democrática por países considerados "livres".

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A manifestação ocorreu após Alexandre de Moraes entender que Flávio Bolsonaro utilizou uma visita ao ex-presidente para retirar uma carta escrita por Jair Bolsonaro e divulgá-la nas redes sociais, o que, segundo o ministro, descumpre a proibição de uso de plataformas digitais imposta ao ex-presidente.

Eduardo Bolsonaro critica decisão de Moraes

Na publicação, Eduardo Bolsonaro afirmou que a suspensão das visitas de Flávio ao pai justificaria a retomada das sanções contra Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky.

Segundo o ex-deputado, impedir a comunicação entre Jair Bolsonaro e o filho, que é pré-candidato à Presidência da República, teria motivação política.

Suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após Flávio Bolsonaro divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar.

No documento, o ex-presidente pede que apoiadores apoiem a pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como seu "porta-voz". Para Moraes, a divulgação da carta representou uma tentativa de burlar a proibição de uso das redes sociais imposta ao ex-presidente, ainda que por intermédio de terceiros.

Além de suspender as visitas de Flávio por 90 dias, o ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça se ele tinha conhecimento de que a carta seria publicada nas redes sociais.

O que é a Lei Magnitsky

A Lei Magnitsky é uma legislação dos Estados Unidos que permite a aplicação de sanções financeiras e administrativas contra pessoas acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.

Alexandre de Moraes chegou a ser incluído na lista de sancionados pelo governo norte-americano, juntamente com familiares, mas as medidas foram posteriormente revogadas.

Entenda o caso

  • Alexandre de Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai.
  • A decisão ocorreu após a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro.
  • Eduardo Bolsonaro criticou a medida nas redes sociais.
  • O ex-deputado defendeu a retomada de sanções contra Moraes pela Lei Magnitsky.
  • Eduardo também questionou o reconhecimento internacional das eleições presidenciais.

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