Justiça

Associação Nacional dos Prefeitos questiona Lei de Dosimetria no STF

Entidade sustenta que a norma viola princípios como o da individualização da pena.

Informações do STF

Supremo recebeu ação apresentada por Associação Nacional dos Prefeitos
Supremo recebeu ação apresentada por Associação Nacional dos Prefeitos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom)

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais uma ação contra a chamada Lei da Dosimetria. A Ação Direta de Inconstitucionalidade  (ADI 7985),  auxiliada pela  Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos da República Federativa do Brasil (ANPV), foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes, que já relata outras ações sobre o tema.

Impessoalidade

Segundo a ANPV, a Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026) altera o sistema penal e de execução penal para beneficiários condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, especialmente os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o que configuraria desvio de finalidade legislativa e violação do princípio da impessoalidade.

A entidade questiona, entre outros pontos, a alteração da Lei de Execução Penal (LEP) para permitir a progressão do regime após o cumprimento de um sexto da pena, mesmo para crimes praticados com violência ou grave ameaça, e a criação de causa de redução de pena de um a dois terços para delitos lesões em contexto de multidão.  

Separação dos Poderes

Outro argumento é que a norma viola os princípios da individualização da pena e da separação dos Poderes ao impor critérios automáticos para a dosimetria e a execução das penas, limitando a análise judicial das situações de cada caso. A entidade afirma, ainda, que a lei confere proteção insuficiente ao Estado Democrático de Direito ao prever tratamento penal mais brando para crimes considerados entre os mais graves do ordenamento jurídico brasileiro.

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