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André Fernandes diz que Ciro Gomes nunca prometeu apoio a Flávio Bolsonaro

Presidente do PL no Ceará afirmou que aliança com Ciro Gomes foi firmada apenas para derrotar o PT na disputa pelo governo estadual

Ipolítica, com informações de O Globo

André Fernandes afirmou que Ciro Gomes nunca se comprometeu a apoiar Flávio Bolsonaro e que a aliança vale apenas no Ceará.
André Fernandes afirmou que Ciro Gomes nunca se comprometeu a apoiar Flávio Bolsonaro e que a aliança vale apenas no Ceará. (Reprodução)

FORTALEZA – O deputado federal e presidente do PL no Ceará, André Fernandes, afirmou nesta quarta-feira (22) que nunca houve acordo para que Ciro Gomes (PSDB) apoiasse a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Segundo o parlamentar, a aliança firmada entre PL e PSDB no estado tem como único objetivo derrotar o governador Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição, e não envolve compromisso na disputa nacional.

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A declaração foi dada após Ciro Gomes sinalizar que pode apoiar as candidaturas de Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) ao Palácio do Planalto.

Aliança restrita ao Ceará

André Fernandes afirmou que o entendimento entre as duas legendas sempre esteve limitado à eleição estadual e negou que houvesse qualquer compromisso de apoio de Ciro Gomes a Flávio Bolsonaro.

Segundo ele, a composição foi construída para enfrentar o PT no Ceará e não interfere na escolha de cada partido para a eleição presidencial.

O deputado também comparou o cenário ao de outras coligações estaduais, nas quais partidos aliados apoiam candidatos diferentes na disputa pelo Planalto.

Apoio do PL

Durante convenção partidária, o PL oficializou apoio à candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará. Nas redes sociais, o ex-ministro afirmou estar "profundamente honrado" com a formalização da aliança.

A articulação foi conduzida por André Fernandes, que afirma ter recebido aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para negociar a composição entre as duas siglas.

Racha no partido

A aliança provocou divergências dentro do PL e ganhou repercussão após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticar publicamente o acordo.

Michelle afirmou ter sido desrespeitada por Flávio Bolsonaro ao manifestar oposição à aproximação com Ciro Gomes. Segundo ela, o senador disse que ela deveria ficar fora das decisões partidárias por não entender de política.

O episódio ampliou o desgaste interno no partido. Flávio Bolsonaro já havia criticado Michelle anteriormente pelas divergências sobre a estratégia adotada no Ceará, enquanto Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro defenderam a articulação conduzida por André Fernandes, afirmando que ela teve o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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